Feijoada de Seitan à Hucilluc

Uma alimentação equilibrada, variada e completa, é fundamental para a saúde promovendo o nosso bem-estar geral.

Como é fácil fazer uma alimentação saudável! Mas nem sempre nos lembramos disso, confesso que nem sempre fui cuidadosa com a minha alimentação e por vezes fui até relutante em experimentar coisas novas.

Mas a idade tudo ensina e este verão numa “visita” ao hospital por causa de uma intensa dor na zona lombar que me impedia os movimentos foi-me diagnosticada a diabetes, que como sabem é uma doença crónica por insuficiência de insulina, a glicose permanece no sangue e pode causar danos em muitos tecidos do organismo. Na verdade tive todos os sintomas mas não lhes dei a importância devida, a saber: urinar em grande quantidade e mais vezes, sede constante e imensa, boca seca, fome constante, cansaço e visão turva.

Tudo se conjugava para aderir às recomendações dos médicos e fazer uma dieta equilibrada, variada e completa: não ingerir gorduras saturadas – fritos, queijo, manteiga optar por gorduras monoinsaturadas (azeite) e polinsaturadas (salmão e cavala), reduzir a ingestão de sal, fibras, como por exemplo, pão de mistura ou centeio, lentilhas, aveia, ervilhas, grão entre outros, frutas (3 a 5 porções de frutas) e legumes, 1,5 a 2 litros de água por dia e cerca de 150 minutos de exercício físico por semana.

A minha filha e o meu marido sendo adeptos de uma alimentação saudável convidaram-me para um almoço buffet vegetariano. Finalmente comi seitan, tipo jardineira, com legumes. Não desgostei mas faltava o meu tempero, a minha mão e assim decidi recriar e fazer uma feijoada de seitan, porque não?! Receita muito simples de fazer e em jeito de agradecimento às minhas amigas, que me deram muita força e muitos mimos Aqui e Ali fica a receita da Feijoada de Seitan à Hucilluc!

seitan celeiroImagem do site do Celeiro em: https://www.celeiro.pt/cuide-de-si/temas-de-saude/seitan

Ingredientes:

  • 250g de seitan
  • 1 couve coração
  • 2 nabos
  • 1 lata de feijão branco
  • 1 lata de tomate pelado
  • 2 copos vinho branco
  • 1 cebola
  • 3 dentes de alhos
  • Caril q.b.
  • Louro, sal, pimenta preta moída, piripiri q.b.
  • Salsa ou coentros picados

Preparação:

Cortar o seitan às tiras, temperar com sal, caril, pimenta, regar com um copo de vinho branco e deixar a marinar cerca de 30 minutos.

Fazer um refogado em azeite com cebola e alho. Quando a cebola se apresentar macia e transparente acrescenta-se o tomate, louro e por fim o copo de vinho branco. Temperar a gosto com sal, pimenta e piripiri. Adicionar o feijão branco e deixar refogar em lume brando. Entretanto enquanto a couve coração e os nabos estão a cozer frita-se o seitan num fio de azeite, vão-se virando as tiras até ficarem douradinhas e finalmente acrescenta-se a marinada, deixar apurar e juntar à feijoada.

De seguida colocar as couves cozidas, os nabos cortados aos quadradinhos e uma concha da água das couves à mistura e envolver bem. Fica a apurar um bocadinho e retifica-se os temperos. Retirar do lume e adicionar salsa picada ou coentros e depois é comer e chorar por mais.

Acompanhei com beterraba e rebentos de feijão mongu de vinagrete  fresquinhos.

Espero que gostem desta aventura na cozinha e se atrevam a fazer mesmo com outros ingredientes (courgete, chuchu…), os que tiverem na dispensa ou no frigorífico. A imaginação essa é sua, introduza o seitan na sua alimentação diária e sinta os seus benefícios.

Mas o que é o Seitan? É a partir do trigo que se fabrica o seitan. É um ótimo substituto da carne. É rico em proteínas, possui um teor baixo em gorduras (sem gorduras saturadas nem colesterol). Possui ainda algumas vitaminas e minerais. Atenção: os celíacos não o devem ingerir, já que não toleram o glúten.

Bom apetite!

 

 

 

 

 

 

 

 

Parques verdes e hábitos de vida #2

Um jardim, um parque, um espaço para todos e onde as crianças possam aprender a plantar, a ver crescer e a  cuidar do que Terra pode oferecer.

“O verde da nossa vida”!

Senta-te que aí vem História para apresentar a segunda proposta ao OPP.

Naquela localidade, como em muitas outras no nosso país, situada na periferia de uma grande cidade, muitos dos seus habitantes são oriundos do interior do país. Os locais de trabalho, onde arranjaram emprego são, fundamentalmente, na grande cidade. Todos os dias a deslocação para a estação de comboio, metro ou paragens de autocarro faz parte da rotina matinal da grande maioria dos habitantes.

Todos os dias pela manhã, quando o corpo e cabeça ainda estão bem frescos, despertos e atentos para observar o que nos rodeia, reparo no amplo espaço vazio com três árvores perdidas no meio de alguns arbustos, ervas secas, alguns carros estacionados e algum lixo.

Todos os dias penso que é um belo espaço para fazer um parque. Um jardim onde as crianças que ouço palrar e rir, num apertado recreio pavimentado de uma escola primária logo ali ao lado, pudessem usar para brincar e aprender e, porque não os meus pais que passam o dia no apartamento apertado? e os jovens que saem das escolas secundárias e ficam perdidos entre os prédios? e …? e…?. Que agradável seria se aqui houvesse um pomar plantado e cuidado por todos nós, um espaço para jardinagem para as crianças aprenderem a plantar, a ver crescer e a  cuidar do que Terra pode oferecer, um espaço desportivo para os jovens, alguns trilhos e bancos espalhados pelo espaço, e …., todos teriam um espaço de lazer onde pudessem fazer piqueniques, praticar atividades físicas, conviver num espaço coletivo, aprender a crescer e a ter comportamentos saudáveis e responsáveis como é necessário numa vida em sociedade.

Hoje enquanto conduzia, ouvi na rádio, que está aberto o período de submissão de propostas ao Orçamento Participativo de Portugal. Um dia, com as minhas amigas, lampeiras como somos e com iguais preocupações ambientais e de bem-estar, metemos mãos à obra e fizemos uma proposta.

 “O Problema

A População atual, muito devido a maus hábitos de alimentação, às situações de ansiedade e de stress que a vida moderna provoca, a que acresce o sedentarismo está propensa a desfasamentos entre o desenvolvimento cognitivo e o desenvolvimento psicossocial, ao surgimento de doenças físicas e mentais e de padrões de comportamento prejudiciais com os consumos excessivos de alimentos e bebidas não saudáveis em idades precoces, acarretando um acréscimo de custos de saúde para a sociedade e para o Estado.

De uma forma geral, as sociedades adaptam os seus hábitos de vida e de interação com o meio ambiente, de acordo com os contextos que lhes são oferecidas nas cidades e respetivas zonas habitacionais. Por outro lado, quanto mais as pessoas se isolam nas suas casas, menos abertura demonstram relativamente a tudo o que as rodeia, ficando menos propensas a uma interação saudável com a restante comunidade. Permanece um desconhecimento e desconfiança pelo outro, que não proporciona ações de solidariedade entre a população local e até propicia a violência.

Solução

Como forma de combater: i) gastos com a saúde promovendo atitudes de prevenção de doenças com hábitos de vida saudável ii) violência ou vandalismo nas zonas urbanas promovendo a socialização; o estado deve propiciar às populações condições para que a comunidade adapte o seu estilo de vida tornando-o mais ativo e saudável de acordo com as condições que lhe são oferecidas.

Disponibilizando as zonas livres de construção, para que sejam dotadas de condições favoráveis a atividades de famílias e coletivas, como piqueniques, circuitos de trilhos, áreas para intervenção dos utentes com zonas específicas de plantação de pomares, de pequenos bosques e jardins cuidados fundamentalmente pelos utentes do espaço, ensinando os mais novos a cuidar da natureza tendo a seu cargo a sua própria árvore, a sua flor, a compostagem de resíduos para utilização no próprio local, podem constituir uma solução.

Para acesso aos parques de maiores dimensões e mais afastados dos grandes aglomerados populacionais será disponibilizado transporte coletivo constituindo carreiras regulares dentro de um dado período do dia. Nos grandes parques haverá infraestruturas de apoio num horário específico de funcionamento concessionadas a interessados, como, armazém para guarda de pequenas alfaias de jardinagem, café e casas de banho, parques infantis de diversões, áreas vedadas para passeio com animais de estimação, desde que supervisionados por treinadores com habilitações para o efeito, etc.

O Projeto

Criar espaços verdes para lazer e interação com a natureza pelos cidadãos promovendo formas de vida saudáveis em todas as suas dimensões.

Reaproveitar todas as áreas livres de construção, junto às residências, escolas ou outros edifícios públicos, no centro das zonas urbanas e populacionais. Fora dos centros urbanos, utilizar as áreas livres de construção habitualmente de maiores dimensões e eventualmente incluir baldios, que naturalmente se encontram mais desviados dos centros dos aglomerados populacionais, para parques verdes, supervisionados muito com recurso às novas tecnologias para garantia da segurança dos utentes. Serão áreas privilegiadas para contacto direto com a natureza, de lazer e atividades físicas individuais e coletivas e de interação com o espaço, atribuindo alguma responsabilidade aos utentes pela sua manutenção. Haverá atividades promovidas fundamentalmente com escolas e universidades que lecionam áreas dentro do tema da natureza e com instituições da terceira idade.”

 

Esta proposta apresentada ao OPP não chegou a projeto por não ter sido aceite. Mas um planeta sustentável precisa-se. Com pequenas atitudes, podemos contribuir e fazer a nossa parte. Há interessados por aí?

Pequeno-almoço de domingo

Pequeno-almoço ou sobremesa muito saudável delicia no paladar e agradável à vista.

Um pequeno-almoço muito saudável, delicioso ao paladar e agradável à vista, leve, simples e fácil de preparar num domingo ou num qualquer dia da semana.

  • ¼ de chávena de flocos de aveia
  • 1 chávena de iogurte grego
  • Mirtilos frescos ou congelados e outros frutos do bosque, 1 colher de sopa de sementes de chia, canela e mel a gosto.

Na noite anterior coloque os flocos numa taça cobertos com água e deixe no frigorífico. Num frasco ou numa taça faça camadas com a aveia, o iogurte, os mirtilos e as sementes de chia. Termine as camadas cobrindo de frutos, polvilhe a gosto com um pouco de canela e delicie-se de forma saudável.

Se quiser fazer desta receita uma sobremesa para complementar uma refeição mais ligeira, sobre a fruta deixe cair um fio de mel.

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Sabia que:

Os mirtilos são conhecidos por conterem muitos antioxidantes e por ajudarem na redução do risco de doença cardíaca.

O iogurte contém bactérias benéficas que ajudam a aliviar sintomas associados ao intestino irritado. Os probióticos do iogurte ajudam a reduzir a inflamação do organismo e equilibram os níveis glicémicos.

As sementes de chia, desaceleram a digestão e podem ajudar a regular o açúcar no sangue.

A canela tem propriedades anti-inflamatórias, combate os radicais livres, contribuindo para a prevenção do envelhecimento precoce.

O mel fortalece o sistema imunológico, combate resfriados e é uma excelente fonte de energia.

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Chips de batata-doce, todos adoram! Daniela Ricardo

Chips de batata-doce e beterraba, Esta é uma boa escolha, não é? Uma receita da conceituada chef Daniela Ricardo.

Uma receita da conceituada chef Daniela Ricardo. Hum … Vou experimentar!

Chips de batata-doce e beterraba, Esta é uma boa escolha, não é?

As batatas-doces e as beterrabas ficam tão crocantes e saborosas cortadas às rodelas e levadas ao forno, que me fazem lembrar as batatas fritas de pacote, com o benefício de não serem fritas e por esse motivo sem óleo. São uma alternativa muito saudável que até os mais novos adoram.

Ingredientes:

  • 1 ou 2 Batata doce média
  • 1 beterraba média
  • Alho em pó
  • Tomilho seco
  • Sal marinho (opcional)

Lave muito bem as batatas e a beterraba. Seque-as com um pano. Corte-as rodelas finas com cerca de 2mm-3mm, com a ajuda de uma faca ou com outro utensílio que sirva para o efeito. Disponha as rodelas num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Tempere com sal, alho em pó e tomilho seco.

Leve ao forno a 150º cerca de 20min (o tempo pode variar com forno). Passado este tempo vire as rodelas, volte a temperar e deixe cozinhar mais 15-20 minutos. Estão prontas quando estiverem secas e estaladiças.

Esta é uma receita do Livro “Cozinhar com Amor”, da  autoria de Daniela Ricardo, vencedor do galardão de melhor livro do mundo, na categoria receitas caseiras fáceis, nos Gourmand Cookbook Awards de 2018.

Tenha uma ótima refeição!

 

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Pode ler aqui a entrevista a Daniela Ricardo