O Projeto CompostAgem: Aprender com a Natureza – Em votação no OPP

Cidades sem lixo e o projeto CompostAgem. A compostagem contribui para a redução dos resíduos depositados em aterro e para a valorização e uso eficiente de recursos.

Preocupamo-nos com o futuro do nosso planeta, acreditamos que todos somos responsáveis pelo bem-estar de todos, vivendo em harmonia com tudo o que nos rodeia no planeta que habitamos. Com esta preocupação e, querendo ser ativas no compromisso por um mundo mais sustentável, formulámos um projeto “Cidades sem lixo, campo colorido”, para tratamento e reaproveitamento de resíduos orgânicos que submetemos a apreciação ao Orçamento Participativo de Portugal.  A nossa proposta de projeto que abaixo descrevemos, foi convertida no projeto “CompostAgem: Aprender com a Natureza” – gerado a partir de várias propostas.

Se pretende deixar aos seus filhos um exemplo inspirador e um contributo no caminho de um mundo mais sustentável, conheça e vote neste projeto em:

CompostAgem: Aprender com a Natureza

O Projeto – “Cidades sem lixo, campo colorido”

 O Problema

As alterações climáticas muito devido à ação do homem na natureza fazem-se sentir cada vez mais, com uma intensidade crescente com prejuízo para todas as formas de a vida no nosso planeta. A pegada ecológica deixada por todos nós e que afeta diretamente a zona em que vivemos e de forma mais abrangente todo o planeta, tem consequências nos desequilíbrios ambientais e sociais, tornando mais acentuadas as diferenças entre as sociedades ditas desenvolvidas e as menos favorecidas. Embora haja já boas iniciativas de aproveitamento de alimentos fornecendo refeições a quem precisa como a iniciativa da organização “Refood” ou outras, vemos que diariamente, grandes quantidades de alimentos e outros desperdícios orgânicos que seguem indiferenciadamente para as lixeiras sem reaproveitamento.

A Solução

Criar a recolha diária e seletiva de resíduos orgânicos e em locais próprios, proceder-se à sua compostagem. Posteriormente, após a redução a pequenas partículas deste lixo, seria feita a revenda como adubo orgânico, a custo reduzido, aos agricultores interessados. Incentivar com a atribuição de benefícios, todos os habitantes e fundamentalmente os estabelecimentos dedicados à área da restauração à separação dos resíduos orgânicos produzidos diariamente e dar incentivos aos agricultores para a utilização preferencial, deste tipo de adubo orgânico.

O Projeto

Definir incentivos aos habitantes, aos estabelecimentos dedicados à restauração, para a separação de resíduos orgânicos. Criar incentivos e parcerias com quintas de produção ecológica, para a utilização de adubo orgânico resultante da compostagem de resíduos produzidos nos aglomerados urbanos. Criar um circuito diário de recolha deste tipo de resíduos pelo município, com o apoio da comunidade. Criar zonas de tratamento dos resíduos e de venda dos adubos orgânicos obtidos.

Assista aqui a um pequeno vídeo sobre o tema “Cidades sem lixo, campo colorido”

Temos outro projeto “Eu na Bicicleta” em votação. Vá por Aqui e dê-nos o seu voto!

 

Assinalamos o Dia Mundial do Ambiente

Dia mundial do ambiente. Porque acreditamos que a “Terra é a Nossa Casa” procuramos ter uma ação comprometida e amiga com o que nos rodeia.

Porque acreditamos que “A Terra é a Nossa Casa” procuramos ter uma ação comprometida e amiga com o que nos rodeia.

A 5 de junho – em 1972 teve início a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, na Suécia – assinala-se o dia mundial do ambiente. Os princípios orientadores da Declaração Final, pretendem “inspirar e guiar os povos do mundo para a preservação e a melhoria do ambiente humano … Defender e melhorar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações tornou-se uma meta fundamental para a humanidade.”

 

Porque acreditamos que a mudança de comportamentos está nas nossas mãos, fazendo o que está ao alcance de cada um e, para que se inspire numa ação amiga com o meio ambiente, deixamos-lhe um pequeno vídeo e algumas ideias práticas.

Pequenas dicas para ações que estão ao seu alcance:

  • Reduza a compra e uso de produtos que não sejam essenciais;
  • Reduza a compra e utilização de sacos, copos, garrafas, pratos e outros objetos plásticos;
  • Reutilize materiais que já foram usados, use a sua imaginação e faça por si, outros objetos úteis;
  • Recicle separando corretamente todos os resíduos produzidos e deposite-os nos ecopontos;
  • Se tem filhos pequenos incentive-os nestas práticas diárias.

Temos bem presente a notícia recente de uma baleia que morreu, na Tailândia, depois de ter engolido mais de 80 sacos de plástico. Incapaz de nadar, e apesar do socorro que lhe foi prestado, acabou por morrer devido a uma obstrução provocada pela ingestão de sacos de plástico. Está nas nossas mãos não deixar acontecer estas situações! 

Ouça e inspire-se nos sons da natureza.

 

Paulo Gaspar Ferreira e o projeto In-Libris

“O brilho que temos nos olhos vem-nos do prazer de transmitir aprendendo, desmultiplicando…”
In-Libris – “Este é um lugar onde habitam livros antigos e pessoas.”

Na senda da partilha de locais e experiências ímpares, apresentamos Paulo Gaspar Ferrieira e o projeto In-Libris

Sempre me deixei encantar por olhar as coisas belas. A In-Libris é o modo de as fazer. Do livro antigo à fotografia, da agricultura à escrita, da música à natureza, sempre cuidei de fazer o que vou sendo. Liberdade é o prazer de me encantar com as fazências que sempre alimento com a vontade aprender.

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Nós: Fale-nos um pouco de si apresentando-se aos nossos leitores

Paulo Gaspar Ferreira: Sempre me deixei encantar por olhar as coisas belas. A In-Libris é o modo de as fazer. Do livro antigo à fotografia, da agricultura à escrita, da música à natureza, sempre cuidei de fazer o que vou sendo. Liberdade é o prazer de me encantar com as fazências que sempre alimento com a vontade aprender.

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Nós: Fale-nos um pouco sobre o projeto, como começou, como surgiu a ideia.

Paulo Gaspar Ferreira: A circunstância e alguma sorte me fizeram deparar com a possibilidade de adquirir uma velha oficina de encadernação do séc. XIX. Sem saber bem o que faria com ela não resisti dedicando-me de imediato ao seu transporte e instalação.

Percebi assim que esta também era a minha praia. A familiaridade que logo senti, transportando-me às antigas oficinas da Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis onde aprendi com grandes mestres alguns dos processos que compunham a “Divina Arte Negra” modernamente conhecida por Tipografia.

Percebi que a encadernação, em Portugal e salvo raras excepções, se tinha deixado “cristalizar” no séc XIX quando os velhos encadernadores preferiram fechar as suas oficinas à transmissão do conhecimento. Esta prática estendeu-se ao longo de todo o séc. XX tendo encerrado a encadernação num caminho sem grande inovação. Em Portugal contamos pelos dedos de uma ou duas mãos os encadernadores que inovaram técnicas e estéticas contemporâneas.  De uma forma geral, preferiram fechar o que sabiam em oficinas envelhecidas tendo-se dedicado a repetir indefinidamente o que tinham aprendido. Creio que este fenómeno se verifica apenas em Portugal, uma vez que tenho vindo a perceber que em todo o mundo existem expressões e técnicas contemporâneas ligadas a esta arte.

Curiosamente, penso que em nenhuma outra de entre as “Artes Decorativas” se verifica este fechamento. Pelo contrário, verifico que Portugal replicou de modo até muito exuberante no que diz respeito à resposta contemporânea no âmbito alargado dessas chamadas “Artes Decorativas”. São exemplos disto a ourivesaria, a cerâmica, o design de mobiliário, as tapeçarias, o design de moda… onde até estamos habituados a granjear um certo sucesso por esse mundo fora.

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Nós: O facto de terem adquirido uma velha oficina de encadernação do séc XIX, contribui para a formação desse projeto ou foi o inverso? Ou seja, o facto de já terem em mente a promoção desta arte na expressão criativa contemporânea, levou-vos a procurarem um espaço com história?

Paulo Gaspar Ferreira: Como referi tratou-se, aqui, de uma circunstância promovida pela percepção do antigo proprietário que tinha vontade que este conjunto não se desmembrasse. Tinha reunido estas peças (máquinas e ferramentas) e gostaria de continuar a ver a sua oficina viva e em laboração. Um dia entrou em contacto comigo dizendo-me que só a In-Libris o poderia fazer. No princípio a minha reacção foi negativa. Afigurava-se-me uma outra frente de trabalhos. Ao fim de um ano de insistência, claudiquei. Na verdade tinha razão. “Esta oficina tem a sua cara”… e tinha.

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Nós: Numa época em que as tecnologias estão já naturalmente integradas no dia a dia de todos e em especial dos mais jovens, tem sido fácil encontrar jovens interessados em aprender esta arte que recorre ao conhecimento e a técnicas antigas?

Paulo Gaspar Ferreira: A instalação e familiarização tomou cerca de meio ano. Estamos agora a iniciar uma série de “Ateliers” com os quais pretendemos tomar o pulso à coisa. A adesão tem sido muito boa, com pessoas de diversas origens a querer aprender estas artes do livro. São jovens,  pessoas de idade, homens mulheres que pretendem adquirir conhecimentos vários acerca do universo do livro antigo. A casa onde mora esta oficina é uma livraria alfarrabista com mais de 20 anos de existência. O natural envolvimento dos nossos clientes constitui uma população muito diversa e interessada. São bibliófilos todos. Amantes de livros. Médicos, economistas, advogados, engenheiros mas também bibliotecários, arquivistas, conservadores, designers gráficos e fotógrafos aparecem por aqui. A ideia é abrir a “Officina”  à utilização destes e outros frequentadores. Pretendemos desenvolver ideias novas acerca da encadernação. Mais do que uma oficina de encadernação este lugar é um laboratório de ideias.

Claro que neste sentido os jovens têm aqui livre-trânsito. Queremos preservar saberes antigos transmitindo-os. Quanto mais jovens mais longe atiraremos a semente. Esta também é uma maneira de cuidar da cultura.

 

Nós:. Conforme transcrevemos de um texto vosso: “desenvolver aprendizagens próximas ao universo do livro, olhando-o no passado e trabalhando-o no presente, mas também projectando-o no futuro” é, com toda a certeza, um desafio.  Adequar as técnicas antigas utilizadas tradicionalmente nas artes gráficas com as novas tecnologias digitais é um desafio fácil de vencer?

Paulo Gaspar Ferreira: O mais difícil de conseguir é tornar esta ideia saudável do ponto de vista financeiro. No nosso entender a história da encadernação em Portugal tem mais de 100 anos de atraso. Seguramente não será difícil casar técnicas centenárias com tecnologia de ponta. Não se pretende, aqui, confundir conhecimento com soluções económicas, cultura com espectáculo. Queremos sim recuperar tempo perdido, experimentando, errando talvez.

Acreditamos na criatividade como forma de inventar o futuro.

Nós: Ainda é fácil encontrar pessoas que detêm o conhecimento das técnicas artesanais da arte da encadernação artesanal?

Paulo Gaspar Ferreira: Está a ser uma experiência surpreendente ir de encontro aos profissionais que viveram envoltos neste universo. Estão, na sua maior parte, reformados. Mostram-se ávidos por transmitir os segredos mais recônditos da sua profissão. Sabem, também eles, que um dia aprenderam à custa de muito errar, de muito suor, de muito querer. A sua generosidade revela-se, agora, na disponibilidade absoluta para transmitir esta espécie de legado. São eles que sabem que com clara de ovo e vinagre se produz o melhor mordente que o dourador pode ter. São eles que querem, connosco, fazer parte desta história.

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Nós: Quais as principais dificuldades em levar por diante este projeto?

Paulo Gaspar Ferreira: Em tempo de eficácia a todo o preço, o mais difícil é sempre cultivar o espaço do erro. Nenhuma das ideias que fez avançar a humanidade foi impermeável ao engano, à falha.

Cultivamos hoje a devoção do correcto, da perfeição. Esta é a maior dificuldade que têm os fazeres criativos. Perderam o lugar da experimentação.

Sentimos também aqui a pressão da perfeição. Por isso construímos dois caminhos: O laboratório e a oficina. No laboratório experimentamos e erramos. Na oficina aplicamos o que sobra disto tudo: encadernamos por encomenda e ensinamos a coisa certa.

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Nós: Que desafios têm para um futuro breve?

Paulo Gaspar Ferreira: Inventamos desafios todos os dias. Por agora temos em curso uma campanha crowdfunding (https://ppl.com.pt/pernasprandar/in-libris) cujo objectivo é conseguir adquirir uma máquina de gravação laser que nos vai permitir desenvolver ideias inovadoras sobre técnicas e estéticas na arte da encadernação.

Num futuro menos breve gostaríamos de integrar esta experiência complementando a OFFICINA com um projecto de tipografia com caracteres móveis.

Nós: No vosso ponto de vista, de que forma, com este projeto, se incentiva o gosto pelos livros e pela leitura?

Paulo Gaspar Ferreira: Tudo o que se fizer será pouco para incentivar o gosto pelos livros.

Já pela leitura o mesmo se não poderá dizer. Infelizmente lê-se demais. Lê-se muito lixo, publica-se muito lixo e pouca literatura.  Provavelmente nunca se leu tanto na história da humanidade.

A questão está na cultura do saber em detrimento do culto do conhecimento. Virtualmente todos sabemos tudo em 3 segundos à distância de um polegar bem treinado. O problema é que poucos sabemos fazer seja o que for.

Restaurar livros antigos, perceber a sua arquitectura, cuidá-los na sua intimidade, como em qualquer arte fazente, lega-nos um capital de conhecimento, de verdade, de cumplicidade com a nossa própria essência.

Nós: Querem deixar alguma mensagem específica aos nossos leitores para que fiquem motivados a interagir com o vosso projeto, a deixarem fluir a inspiração artística, a gostar mais de livros e de leitura?

Paulo Gaspar Ferreira: A nossa casa é de portas abertas. Estamos aqui:

In-Libris
Rua do Carvalhido, 194
4250-101 porto
tel. & fax: ( + 351 ) 223 234 518
mobile: ( + 351 ) 91 999 15 97
mail: officina@in-libris.pt
web: http://www.in-libris.pt
https://www.facebook.com/in-libris-officina-360094241156871/

O brilho que temos nos olhos vem-nos do prazer de transmitir aprendendo, desmultiplicando…

Este é um lugar onde habitam livros antigos e pessoas.

Venham cá e voltamos a falar do assunto.

Paulo Gaspar Ferreira

 

Nos Passadiços do Rio Paiva

Logo pela manhã, pois o dia anunciava-se ensolarado e quente, com vestuário e calçado apropriado, protetor solar e um chapéu, iniciámos o percurso nos Passadiços do Rio Paiva.

Os dias grandes e ensolarados, mas ainda sem temperaturas demasiado elevadas, com a natureza a mostrar um renascer, é uma altura propícia para partir à descoberta do nosso país. Uma oportunidade de juntar o prazer de viajar e conhecer o país, com um estilo de vida saudável onde o exercício físico desempenha o seu papel. Fique em forma para o verão que se aproxima e desfrute da calma que o contacto com a natureza nos proporciona.

Ao longo do Rio Paiva no concelho de Arouca, distrito de Aveiro pode encontrar a paz e exercitar-se percorrendo os 8km de passadiços entre as praias fluviais do Areinho e de Espiunca.  

 

Fizemos a experiência, ficámos com os músculos das pernas doridos durante alguns dias, mas aconselhamos que vá e viva por si esta aventura. Aproveite um fim de semana e passeie pela zona do Arouca Geopark, reconhecido pela UNESCO como Património Geológico da Humanidade, aprecie as paisagens, a biologia, geologia e arqueologia deste território.

 

Uma dica importante, nesta altura do ano os passadiços do Paiva começam a ser muito procurados faça, previamente, na internet a aquisição dos bilhetes (um euro) de entrada nos passadiços. Se porventura se esqueceu de fazer a aquisição prévia dos bilhetes, mas se utilizou algum estabelecimento de comercio/alojamento local solicite, atempadamente, a reserva dos bilhetes através desse estabelecimento.

Existe uma boa oferta de alojamento que se harmoniza com a natureza, a história e a cultura. Nós pernoitamos num alojamento local na Quinta da Vila, situado no Lugar da Vila, em Alvarenga, resultante da adaptação de uma antiga casa de caseiros do início do Séc. XIX, do lagar e outras instalações da antiga quinta.

 

 

Logo pela manhã, com vestuário e calçado apropriado, protetor solar e um chapéu, bem cedinho pois o dia anunciava-se ensolarado e quente, munidos de uma mochila com umas peças de fruta e água, fomos de carro até a uma das entradas nos passadiços. A entrada que nos foi aconselhada por ser a menos exigente em termos físicos constitui o percurso no sentido Areinho – Espiunca. Ao longo do percurso existem postos SOS para qualquer eventualidade. Se ao terminar já não tiver forças para o percurso inverso, pode apanhar um táxi, habitualmente já fazem este transporte levando de volta os aventureiros deste percurso.

 

Faça o percurso calmamente, vá apreciando a natureza no seu estado natural, a vegetação, as flores campestres que teimam em se mostrar ao longo do caminho, as quedas de água, saia do passadiço e desça até à zona de recreio e balnear para se refrescar, repousar um pouco ou para se aventurar numa ponte suspensa na zona do Vau, que se encontra sensivelmente a meio do percurso.

 

Se fizer um fim de semana mais alargado antes de caminhar nos passadiços, visite a região e deslumbre-se num passeio pelos vários Geossítios do Arouca Geopark, visite alguns locais de interesse arqueológico e monumentos que contam a história da região. Não perca uma visita ao Mosteiro de Santa Maria de Arouca, com espaços belíssimos numa construção granítica que albergou a ordem Beneditino e, a partir do século XII, a ordem de Cister.  Como habitualmente acontece a gastronomia, a não perder, os costumes e religião dos habitantes locais denotam a forte influência exercida pela existência remota deste mosteiro. Para degustar no local e/ou para levar para casa não deixe de comprar o tradicional Pão de Ló de Arouca.

Para programar a sua visita consulte mais informação no site:

http://www.passadicosdopaiva.pt/