Se eu fosse youtuber

A vida é como um jogo onde nos cabe fazer a melhor jogada e a minha foi criar o meu canal, realizar e produzir um vídeo, lançar-me e ser feliz.

À conversa com … Yout!

Olá Olá Olá Yout! If I were youtuber, supostamente seria um jovem rapaz entre os 23 e os 30 anos, uma estrela que arrasa no youtube, com seguidores sem fim (milhares ou mais), que até dói a quem não tem e dinheiro a cair a “rodos” … que inveja.

Agora nós, somos umas “velhas bonitonas”, amigas e bem-humoradas que resolveram há pouco mais de meia dúzia de meses criar um blogue o Hucilluc – Aqui e Ali, liga-nos ao que nos rodeia. Não será de todo a cara do Yout mas isso também não interessa nada, cada um toca guitarra com as unhas que tem, ao som da imaginação e da inspiração quando e como lhe vem.

Também não teremos a pedalada do Yout, nem ganhamos o que ele ganha … quer dizer, nós não ganhamos nada… ahahah… também não temos os milhares senão milhões de seguidores nem a sua visibilidade nas redes sociais. Mas curtimos as novidades e este mundo da WEB que nos alimenta e inspira a fazer coisas e a ser felizes. Somos umas “fazedoras de mudança”, queremos estar no mundo vivas, com muita vida e jovialidade, beber boa disposição e alegria Aqui e Ali, partilhar o que de bom há no mundo e os sonhos vividos nos nossos olhos, ajudar pessoas a concretizá-los e a dar voz ao nosso lema “Vamos crescer partilhando”.

E é aqui que entra o nosso youtuber utópico. Na impossibilidade de entrevistar um, e acreditem que fizemos várias tentativas, decidimos imaginar o que é ser um youtuber famoso e passar para uma entrevista ao nosso Yout, nome não real (achamos nós) e dar voz à nossa fantasia e entressonho.

Nós até podemos guardar segredo (coisa que não interessa) mas queremos aproveitar o tempo, enquanto é tempo, e lançar um desafio ao nosso Yout para responder com loucura e discernimento a umas perguntas razoavelmente ajuizadas. Coisa rara, ele vive na Net e nós apenas existimos, será que isso o incomoda ao ponto de não aceitar o nosso desafio? Hum… não nos parece, do que lemos e do que vimos é rapaz para se atrever – vamos lá criar então esta figura.

Leiam e inspirem-se nestas palavras escritas criadas pela imaginação que tudo dizem!

yout (1)

Nós: Quem é o rapaz Sem Nome que veste a pele do Yout?

Yout: Fui magro agora gordinho e anafado, era mal disposto agora bem-humorado, um pouco tímido até… ahahaha… tal e qual a canção “Ele e Ela” da Madalena Iglésias. Só que este bom rapaz vivia no sonho de encontrar… neste caso o youtube pois sua veia artística pedia mais, mais canal. Ele apareceu e logo me prendeu – era um canal feito para mim.

Nós: Como nasceu o Yout, qual a razão ou história por detrás do nome?

Yout: Adoro vídeos e o youtube aloja um pouco muito de tudo, desde filmes, a videoclipes musicais e caseiros até transmissões ao vivo se encontravam – é a loucura total. Devorava tudo quanto aparecia neste canal, p´la noite fora … só falava, via, e vivia com o canal no pensamento, sem ele não era ninguém. Tal era o entusiamo e tão preso estava em frente do monitor e embebido no youtube que comecei a comentar com o nome de Yout tudo quanto havia para aplaudir, parabenizar ou criticar. Não se fizeram esperar respostas aos meus comentários, é uma classe muito responsiva ahahah… e o Yout ficou ligado ao Sem Nome, simples assim!

Nós: Quando criaste o primeiro canal no Youtube? Como te surgiu a ideia?

Yout: Já foi há uns bons aninhos… até pareço um cota a falar… ahahah. Na verdade comecei muito cedo, como já referi era muito tímido, rebelde e nada sociável, popularidade era sinónimo de repelente e, claro que a minha acne também não ajudava nada. Por força das circunstâncias era muito caseiro, tinha de arranjar entretenimento, era um jogador nato (era o que de melhor sabia fazer), fiquei vidrado no canal e alcancei na vida o maior bem – tornei-me youtuber. Quando me aventurei a criar o meu primeiro canal foi aterrador, vi e revi vários vídeos de diversos interesses para tentar replicar um estilo, quais os recursos necessários para criar, como planear conteúdos, quase enlouqueci mas … A vida é como um jogo onde nos cabe fazer a melhor jogada e a minha foi criar o meu canal, realizar e produzir um vídeo, lançar-me e ser feliz pois, como diz Rui Veloso “A primavera da vida é bonita de viver; Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover”

E já que era a minha melhor jogada porque não um jogo. Mais parecia um daqueles jogos das máquinas de casino, perder e ganhar, só que sem dinheiro. Os meus primeiros vídeos eram jogos simples, sobre diversos temas, carros, camiões, lutas, corridas, disparates, partidas aos amigos, loucuras …, gostaram, comentaram, classificaram… e a ideia pegou.

Nós: Quantos vídeos realizados, tens noção? No ranking dos youtubers em que categoria te manténs?

Yout: Oh… O que lá vai, lá vai, agora estou focado no novo material que me está a dar um gozo danado … Muitos, muitos mesmo (mais de 5 mil) … isto é viciante, não há forma de parar. Quanto melhor somos mais somos solicitados. Quanto mais criamos mais queremos criar. Há que não desiludir os nossos seguidores, subscritores. Estou no Top 10 e de lá não saio há muitos anos, mantenho a terceira posição há dois anos mas a nível de faturação ninguém me bate. Vou contar-te um segredo se não contares a ninguém – os meus vídeos têm mais de 1 milhão de visualizações… entra uma boa mesada nos meus bolsos… ahahah.

Nós: Onde vais buscar imaginação para os teus vídeos? A loucura corre nas tuas veias que nem fórmula 1 e pulsa para lá do rali youtube? As ideias malucas, descabidas e invulgares (dizemos nós… ahahah) surgem-te do nada ou percebeste que o inexplicável apela à idiotice e à gargalhada dos outros como se de um íman se tratasse?

Yout: Nunca se sabe bem de onde é que vem …Quando era puto lia tudo o que era banda desenhada até aparecerem na minha vida as consolas, os videojogos e as plataformas como a playstation, a Xbox entre outras, eu grudava naquilo e não largava mais, penso que desta forma a minha imaginação foi durante anos muito trabalhada. O que é normalidade? O que é loucura? De santos e loucos todos temos um pouco – uns dizem que somente os loucos são capazes de realizar coisas que os normais consideram impossível e outros, que a “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril. Pela parte que me toca, estou no meio, produzo palhaçadas animadas pelo tempero da loucura. Faço o que gosto e percebi que as pessoas gostavam, tão simples assim – é só dar continuidade, ter prazer no que faço e dar prazer aos outros e as ideias surgem num clicar de dedos, às vezes, e outras nem tanto mas trabalha-se e alcança-se.

Quando “a loucura torna a vida suportável” vira íman sim, acreditem!

Nós: Como consegues distinguir o que te apetece fazer daquilo que tu fazes porque sabes que vai ter “canal”?

Yout: Sou um visionário… ahah… divirto-me a dar diversão (canal) a fazer o que me apetece, isto é que é obra. Os comentários deixados pelos subscritores são uma grande ajuda, eles interagem muito com os youtubers e isso é muito bom, chegam mesmo a deixar sugestões de vídeos que gostavam de ver e claro, muitos deles podem resultar num vídeo desafiante (acontece mesmo). De resto, tenho consciência da minha loucura e como ela é grande, já dizia Fernando Pessoa, então sou um Génio – E se eles (subscritores) não tivessem ao meu lado então não havia Yout! Se quero triunfar tenho de trabalhar, tenho de ir ao encontro do meu público, é aí que está a arte do sucesso. 

Nós: Tu ganhas tanto, tanto, tanto (diz, não digas) … que até parece fácil, és um dos maiores youtubers portugueses. Fazes o que gostas, mas dá muito trabalho, certo? Podes revelar um pouco do teu dia-a-dia de fazedor de vídeos?

Yout: Meninas “Velhas Bonitonas”, esta é a minha profissão, certo? Ganho muito sem dúvida – dá para me sustentar e ajudar a família, digo (depende do número de visualizações) … não, não digo, mas dá muito trabalho, não pensem … Hei, vocês aí, não pensem que é fácil. Chegar ao Top 10, até nem foi difícil (quer dizer, até foi mas como já lá estou, não foi), mas não sair de lá é tarefa árdua, e essa é onde eu estou agora – manter é difícil, acreditem. Mas faço o que gosto, sem dúvida.

Não tenho hora para levantar mas também não tenho para deitar. Tudo depende. Tem de se estar sempre preparado, mas um dia de trabalho (15 a 16 horas), envolve pesquisa, ideias, criatividade, agendar e encontrar soluções, preparar cenários, gravar, editar os vídeos, refazer, refazer, e finalmente quando prontos colocá-los no youtube. E depois esperar muitas visualizações, comentários … e partir para mais uma ideia, começar a esboçar e a recolher material para o próximo vídeo. É preciso alimentar o canal, para me manter no top 10, não se pode parar, o risco é grande. Mesmo quando vou de férias, tenho de deixar vídeos agendados, é tudo pensado ao pormenor, para estarmos sempre no top.

Nós: Consideras-te um humorista bem-humorado que cativas tudo e todos ou apenas és um tipo engraçado com muita graça que te queres divertir divertindo os outros?

Yout: Sou tudo isso, porque não? Sou louco não sou? Também tenho um pouco a veia do teatro. Por ser muito tímido inscrevi-me em tempos num curso de teatro, o que se tornou numa mais-valia – jogos e teatro juntos num só são uma bomba explosiva e um bom pronúncio de diversão, que é o que se quer, divertir e trazer felicidade a nós e aos outros.

Nós: Tens a capacidade de te rires de ti próprio e por isso o sucesso é teu amigo?

Yout: Lá diz o ditado “rir é o melhor remédio”, faz bem à saúde, combate o stress por conseguinte o bom humor é altamente recomendado, é um antídoto que dá saúde e faz crescer … o sucesso! É a minha terapia.

Nós: Segredaram-nos aos ouvidos que amavas BD e que até já publicaste um livro. Podes revelar um pouco essa tua paixão?

Yout: A esta já respondi lá atrás… mas sim é uma paixão. Como era tímido não saía de casa, isolava-me e envolvia-me na leitura deitado na cama no meu quarto e deixava-me ir com as histórias. Era uma pessoa diferente naquele meu espaço. Era seguro, forte, feliz, animado, com muitos amigos e muitas vivências diferentes… tinha liberdade para sonhar e me transformar. Vivia feliz e tornou-se uma paixão, até os meus vídeos refletem um pouco isso. E finalmente consegui transportar alguns conteúdos dos meus vídeos para papel e um ilustrador amigo fez o resto. Nasceu a minha primeira BD!

Nós: Esta escrita sem vídeo já vai muito longa, mas podes ou queres deixar aqui uma mensagem de – façam como eu … a loucura é nossa amiga, atrevam-se! Ahahah… não expliques tudo mas podes dar uma amostrinha, certo?

Yout: Já imaginaram ter uma televisão só para vocês onde são não só o realizador mas também o produtor e ainda por vezes a personagem principal, são vocês que comandam a ação, num simples espaço como por exemplo o vosso quarto, e que precisam apenas de uma câmara para gravar, editar e colocar no youtube? Façam como eu, comecei assim e hoje sou um dos melhores senão o melhor… ahahah! Divirtam-se a fazer loucuras, a pregar partidas (dos 8 aos 80 anos) e sejam famosos – sejam celebridades instantâneas para sempre! Carreguem no botão …

youtube-1837872__340

Sou mulher e pertenço ao mundo das novas tecnologias!

A tecnologia não tem sexo é preciso abrir caminho desde cedo, para que elas passem a ser tão consideradas quanto eles na carreira tecnológica – “Pela participação das jovens mulheres na criação do futuro”.

“Porque a tecnologia não tem sexo é preciso abrir caminho desde cedo, para que elas passem a ser tão consideradas quanto eles na carreira tecnológica …há que ter atenção ao impacto que as novas tecnologias causam na sociedade como o desuso de teatros, cinemas e outros, à custa da televisão e da Internet; a facilidade de comunicação online e instantânea, constitui uma forte barreira para o encontro presencial; a problemática da segurança das redes sociais e a exposição da nossa vida pessoal ou ainda, os problemas já conhecidos de todos, a dependência das nossas crianças e jovens aos jogos e o tempo desmesurado que passam nas redes sociais ou no telemóvel.”

divider-2461548__340

O tempo passa por nós e nem damos conta de que o que antigamente se estranhava, hoje em dia entranha-se! Cada vez mais se utiliza a expressão TIC no nosso vocabulário quando falamos nas Tecnologias da Informação e da Comunicação. É certo que hoje se vive na chamada Sociedade da Informação e as novas tecnologias são uma ferramenta essencial para o processamento da informação, refletindo-se em todas as áreas da vida das pessoas, na determinação do sistema quer social quer económico, passando pelo educativo e pelo cultural, não esquecendo a área da saúde e mais…

Quando na década de 90 surgiram as novas tecnologias (as TIC’s) tudo se alterou neste nosso mundo contemporâneo, foi o princípio das tecnologias computacional articulada com a da telecomunicação, o avanço da Internet e em particular na Worl Wide Web (WWW) e em tudo o que está refletido nesse desenvolvimento contínuo e constante.

Se num primeiro instante nos questionávamos num segundo momento a adesão já era uma realidade. Mas ter consciência da grandeza das mudanças e alterações que este desenvolvimento provocado pelas TIC’s traria ao mundo e à vida das pessoas tanto no coletivo como no individual, não se imaginava nem se alcançava. Uma coisa é certa, nada na vida quotidiana das pessoas voltava a ser como antigamente, as mudanças/transformações são imensuráveis.

Como teria sido a vida das pessoas sem as novas tecnologias? Pergunta sem resposta, eu pelo menos não sei responder. A transformação aconteceu e acontece diariamente, tão simples assim. Nesta nova era onde se “socializa através da internet” já se imaginaram viver sem ela, como obter informação sobre todas as áreas do conhecimento em segundos? Impossível, não acham?

Na verdade os padrões de vida alteraram-se completamente, um novo mundo está aí e um novo mundo nos espera no futuro. O ritmo acelerado do desenvolvimento é avassalador e temos de o acompanhar e acertar o passo. Mas não podemos esquecer que se as vantagens são muitas, as desvantagens também se fazem sentir e há que ter atenção a elas e ao impacto que causam na sociedade, como seja o menor uso de recursos considerados tradicionais – o desuso de teatros, cinemas e outros à custa da televisão e da internet; a facilidade de comunicação online e instantânea, constitui também uma forte barreira para o encontro presencial; a problemática da segurança das redes sociais e a exposição da nossa vida pessoal ou ainda os problemas já conhecidos de todos, a dependência das nossas crianças e jovens aos jogos e o tempo desmesurado que passam nas redes sociais ou no telemóvel.

Mas tudo isto vem a propósito duma reflexão sobre a problemática “As mulheres e as denominadas TIC’s”, no âmbito do Dia Mundial das Jovens Mulheres nas Tecnologias da Informação e da Comunicação, em que mais uma vez o Departamento de Informática da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa promove o Girls in ICT 2018, a ter lugar a 26 de abril.

Porque também aqui a tecnologia não tem sexo é preciso abrir caminho desde cedo, para que elas passem a ser tão consideradas quanto eles na carreira tecnológica – “Pela participação das jovens mulheres na criação do futuro”. As oportunidades estão aí agarrem-nas, elas são vossas!

Sou mulher “do mundo das novas tecnologias”. Tenho dito!

D.

mulher tecnologica_robot-507811__340