O Porto, a história, as Francesinhas e não só …

“Lá na leal Cidade, donde teve Origem (como é fama) o nome eterno De Portugal, …” Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões

Aqui e ali, percorremos locais que nos falam de nós, da nossa história, cultura e gastronomia.

O Porto, a Invicta cidade edificada em vertentes de acentuado declive sobre o rio Douro.  Estas características da topografia e da hidrografia, com o casario do seu centro histórico disposto ao longo de ruas estreitas e tortuosas que nos conduzem à zona da Ribeira, conferem-lhe um aspeto medieval, labiríntico e de uma beleza única. Do muito que pode experienciar e admirar no Porto deixamos aqui uma pequena reportagem.

Bem no coração da cidade, a estação ferroviária de São Bento, interface de caminhos de ferro da Linha do Minho, é um local incontornável. Aqui pode admirar os magníficos painéis de azulejos de temática histórica. Os azulejos são provenientes da Fábrica de Sacavém da autoria de Jorge Colaço que na época era o mais reconhecido azulejador em Portugal.

20180731_012635.jpg

 

20180731_013245

No topo da topo da Rua dos Clérigos surge o ex-libris da cidade, o conjunto arquitetónico constituído pela Igreja, Torre dos Clérigos e a Casa da Irmandade.

20180727_113212

Continuando com a temática dos azulejos, não deixe de apreciar a Capela da Almas também conhecida por Capela de Santa Catarina, na freguesia de Santo Ildefonso. Tem a sua origem numa antiga capela feita em madeira e erguida em louvor de Santa Catarina. Em 1929, as paredes exteriores foram totalmente revestidas a azulejo, com cenas da vida de São Francisco de Assis e de Santa Catarina. São da autoria de Eduardo Leite e executados na Fábrica de Cerâmica Viúva Lamego, em Lisboa. 

20180731_014914.jpg

Na praça da Batalha, a Igreja de Santo Ildefonso de Toledo, construída em 1739,  possui duas torres sineiras e com as paredes adornadas de azulejos de Jorge Colaço (1932), com cenas da vida de Santo Ildefonso e alegorias da Eucaristia.

20180731_014425.jpg

 

Depois de um café no luxuoso e romântico Majestic, que nos remete para a “Belle Époque” dos anos vinte, não deixe de visitar a Livraria Lello & Irmão e aprecie o seu extraordinário valor histórico e arquitetónico, cujo interior guarda outras preciosidades incluindo os livros. 

20180729_142410

20180727_184840.jpg

 

As Francesinhas e não só!

Cervejaria

Nas muitas e excelentes opções para um almoço reconfortante, encontra-se a “Cervejaria Brasão” na rua dos Aliados.

Um espaço agradável e bem decorado com um toque de atualidade quer no espaço quer nas refeições servidas. Aqui para além dos vários petiscos muito bem apresentados pois os olhos também comem, temos as deliciosas e tão características francesinhas. 

Esteja atento(a) pois, brevemente, iremos publicar uma receita tradicional das francesinhas.

O fim de tarde perfeito passado numa esplanada na Ribeira, apreciando o vinho do porto na forma de cocktail feito com vinho do Porto branco e água tónica, guarnecido com uma rodela de limão. Aqui assistimos ao mergulho constante de dois miúdos a quem perguntei a idade, 9 e 10 anos, que saltavam da plataforma para o rio numa ação imparável. A esta atividade das crianças foi juntar-se o pai de um deles, dando continuidade à sequência de mergulhos para espanto dos transeuntes e turistas que àquela hora por ali se encontravam.

20180727_161242

Enquanto as noites ainda são quentes, não deixe de visitar o parque da Fundação de Serralves. Visitámos o parque à noite para  assistir a um espetáculo ímpar de luz designado por – “Há luz no Parque” – com a participação do artista João Paulo Feliciano que decorreu entre julho e o dia 09 de setembro. Consulte o programa de atividades no site da fundação e ficará surpreendido com os inúmeros programas que estão previstos acontecer.

Programe um fim de semana de dois ou mais dias pois para além do referido, há outras experiências a vivenciar no Porto, como por exemplo assistir a um espetáculo na Casa da Música, fazer um passeio de barco pelo Rio Douro, visitar as Caves do vinho do Porto, em outra altura lhe havemos de falar,  etc.

Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto

Lá na leal Cidade, donde teve
Origem (como é fama) o nome eterno
De Portugal, armar madeiro leve
Manda o que tem o leme do governo.
Apercebem-se os doze, em tempo breve,
De armas, e roupas de uso mais moderno,
De elmos, cimeiras, letras, e primores,
Cavalos, e concertos de mil cores.

“Os Lusíadas” – Luís Vaz de Camões
Canto VI – Estância 52  

 

 

Agora Nós, vamos falar de … Propósito?

Perguntas para refletir: O que é para ti Propósito? Já encontraste o teu? Seguir o teu propósito vai fazer tua vida valer a pena?

Estás interessado(a)? Tanto se fala destas matérias Aqui e Ali, estão sempre na ordem do dia … e agora Nós, vamos falar de … Propósito? O que é para ti Propósito? Já encontraste o teu? Seguir o teu propósito vai fazer tua vida valer a pena? Qual a importância de se ter um propósito? Sabes qual a relação entre propósito e felicidade? Será que se olhares para dentro de ti descobres o teu propósito?

Existe um ditado do Aikido que diz o seguinte: “Aquilo que é conhecido é trabalhável. Aquilo que é desconhecido pode nos derrubar.” E tu queres ser protagonista ou passageiro da tua própria vida? Queres trabalhar e escrever a tua própria história de vida ou simplesmente és daqueles que se  deixa ir ao sabor dos acontecimentos que outros te impõem. És apenas um livro com páginas em branco, sem história? Sem saber quem és, a qualquer momento és derrotável?

No decurso desta reflexão, dou conta que há muito mais perguntas do que respostas não será com certeza por acaso pois, na nossa caminhada interior à procura do nosso Propósito deparamo-nos com a mesma situação – questionamos, refletimos… questionamos, refletimos … e agimos ou não.

Às vezes, é preciso deixar que o tempo mostre a melhor reposta. Há sempre uma hora para aceitar … e uma hora para mudar!

Na vida, o equilíbrio é fundamental! Acredito que não estou aqui de passagem, que trago um propósito comigo, que sou responsável pelas minhas ações no mundo e que, decididamente, saberei encontrar algo que me torne uma personagem participante e ativa na construção da minha história e na do universo. É um sentimento de realização maior que faz sentido na minha caminhada interior – viver o meu propósito todos os dias!

Ver-me sozinha nestes pensamentos permite aprofundar o conhecimento que tenho de mim mesma, é o estar presente na minha vida, viver em mim, descobrir quem sou, quais as minhas áreas de paixão, que competências possuo, que desafios estou pronta a enfrentar … é ao realizar que as respostas estão comigo, vivem dentro de mim, são a minha companhia … sou a protagonista!

Citando C.G.Jung “Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta”. Não será este o segredo para encontrar o “EU”, despertar o “SER”, tomar consciência de quem és e entender o teu Propósito de vida, conheceres-te a ti próprio?

Não sou nenhuma especialista nestas matérias, este é apenas o estudo, uma análise de mim para mim, o que aqui está expresso é o meu sentir, as minhas dúvidas, as minhas faltas de respostas, o meu querer, o meu despertar, a minha experiência… e tudo o mais que esteja associado a entender a importância de encontrar o meu propósito porque acredito que eu, tu, nós … cada um tem um Propósito de vida!

Este artigo pretende apenas ser um alerta, um “abre olhos”, fazer a chamada da consciência para teres um Propósito. Atreve-te, chega de dares murros em ponta de faca, descobre o teu propósito de vida, o sentido da tua vida, cumpre o teu papel no universo … escuta-te, ouve-te – as respostas que esperas estão no teu coração e na tua intuição.

love-2573113__340

 

A felicidade está em mim, em ti, em nós … Vamos viver uma vida extraordinária!

No dia da liberdade, respondi à chamada e fui… melhor, fomos..

No dia da liberdade, visitámos um dos testemunhos “vivos” da expansão portuguesa, o Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril

No dia da liberdade, respondemos à chamada, até porque “tudo começa nas pessoas” e partimos até um dos testemunhos “vivos” da expansão portuguesa o Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril. Este monumento, acabado de renovar, está classificado como de interesse público. Há que preservar a nossa história, incluindo o património edificado.  

divider-2461548__340

Inesperadamente, naquele dia 25 de abril de 2018, o convite do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, chegou – e bem a tempo de o aceitar. E lá fui eu mais a minha cara-metade, no dia da liberdade visitar aquele Forte, que imaginem há mais de década e meia por ali passávamos todos os dias, naquela marginal, ora correndo, ora caminhando, ora de carro e não fazíamos ideia do que estava por detrás daquela vegetação tão densa e cerrada que nada mostra do que está para lá dela. 

Deveras curiosos, respondemos à chamada, até porque “tudo começa nas pessoas” e partimos até um dos testemunhos “vivos” da expansão portuguesa, o Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril, para uma inauguração com pompa e circunstância – abre portas ao público para as comemorações do 25 de abril, com uma exposição sobre a sua história ao longo dos séculos.

Construído para fortificar a barra do Tejo contra eventuais ataques, passou por diversas alterações para ser adaptado a Posto Fiscal, posteriormente a campo de Férias do Instituto Feminino de Educação e Trabalho de Odivelas e, mais tarde, tornou-se residência de verão de Oliveira Salazar. Entretanto encerrado, abandonado e sujeito aos mais variados atos de vandalismo, o processo de degradação instalou-se.

É, neste momento, um forte renovado após pouco mais de um mês fruto do trabalho da Câmara Municipal de Cascais, que detém até 2019 a responsabilidade de garantir a segurança e limpeza deste espaço, monumento classificado como de interesse público. Congratulamo-nos com este facto! Há que preservar a nossa história, incluindo o património edificado.  

Ficam aqui algumas imagens atuais, resultado da nossa visita ao recuperado Forte. E ainda algumas alusivas ao Dia da Liberdade.

forte 14

Para mais informações pode consultar os seguintes links:

https://cultura.cascais.pt/list/patrimonio/forte-de-santo-antonio-da-barra-ou-forte-velho

https://www.cascais.pt/noticia/25-de-abril-em-cascais-visita-ao-forte-de-santo-antonio-da-barra

Conversas soltas … Aqui e Ali!

Histórias da vida real – Bé Baptista no autocarro 759!

Dando voz a quem se dedica a ler os artigos publicados no Blog HucIlluc, vamos partilhar “Conversas soltas … Aqui e Ali!” da autoria de Bé Baptista.

A atração que as palavras ouvidas exercem em nós e nos levam a escutar pequenos pedaços de histórias alheias, de vidas comuns, que revelam verdades, mentiras, erros, ilusões, fazem-nos alhear de nós próprios, da nossa própria vida. A este propósito citamos Michel Eyquem de Montaigne (1592) um jurista, político, filósofo, escritor e humanista francês:

As palavras pertencem metade a quem fala, metade a quem ouve.”

759

Há coisas que nos fixam a atenção, mesmo que involuntariamente, – e acreditem ou não -, o autocarro 759, consegue!

Há dias conversava com a minha cunhada sobre os nossos poucos momentos de leitura. A minha viagem diária para o trabalho no 759 podia perfeitamente ser o meu momento diário de leitura. Mas não é. Não consigo. Não consigo mesmo. E já tentei inúmeras vezes. O 759 é uma fonte de entretenimento fantástico. 

Concentração só nas absurdas, caricatas, supostamente reservadas, conversas telefónicas para a mãe ou para os filhos ou sobre os namorados que não apareceram, ou de umas amigas sobre as outras. A vizinha que anda com outro que já não é o mesmo. A polícia que rusgou na véspera e foi uma maçada. Mesmo à hora do jantar.

Nos putos dos Olivais que, estrategicamente, guardam lugares para as miúdas ‘kardashian’ de Chelas. Nos intelectos e nos aspirantes a ‘dandy’ que entram no Beato, e me fascinam pela sobriedade, mas também pela disparidade ‘fashion’, e que depois saem comigo no Terreiro do Paço.

Na malta da metadona que finge não se conhecer no autocarro e que depois, atropelam-se ao sair, em lábia e em passo de corrida para chegar à carrinha da dose, que já os espera em Santa Apolónia.

Um dia destes acontece uma revolução de mim entre mim, eu que escrevo e organizo os meus dias ao pormenor. Há uns tempos, os meus momentos de “estupidificação” eram depois do almoço, em palhaçada com os colegas e amigos. Depois, chutei-os para depois do jantar, naquele momento em que só olhamos para a televisão e não vemos nada. Agora, transferi-os para o 759. Vale a pena! O 759 é um shot de multiculturalidade e de histórias absolutamente revigorantes. A minha curiosidade delicia-se com este percurso.