Agora Nós, vamos falar de … Propósito?

Perguntas para refletir: O que é para ti Propósito? Já encontraste o teu? Seguir o teu propósito vai fazer tua vida valer a pena?

Estás interessado(a)? Tanto se fala destas matérias Aqui e Ali, estão sempre na ordem do dia … e agora Nós, vamos falar de … Propósito? O que é para ti Propósito? Já encontraste o teu? Seguir o teu propósito vai fazer tua vida valer a pena? Qual a importância de se ter um propósito? Sabes qual a relação entre propósito e felicidade? Será que se olhares para dentro de ti descobres o teu propósito?

Existe um ditado do Aikido que diz o seguinte: “Aquilo que é conhecido é trabalhável. Aquilo que é desconhecido pode nos derrubar.” E tu queres ser protagonista ou passageiro da tua própria vida? Queres trabalhar e escrever a tua própria história de vida ou simplesmente és daqueles que se  deixa ir ao sabor dos acontecimentos que outros te impõem. És apenas um livro com páginas em branco, sem história? Sem saber quem és, a qualquer momento és derrotável?

No decurso desta reflexão, dou conta que há muito mais perguntas do que respostas não será com certeza por acaso pois, na nossa caminhada interior à procura do nosso Propósito deparamo-nos com a mesma situação – questionamos, refletimos… questionamos, refletimos … e agimos ou não.

Às vezes, é preciso deixar que o tempo mostre a melhor reposta. Há sempre uma hora para aceitar … e uma hora para mudar!

Na vida, o equilíbrio é fundamental! Acredito que não estou aqui de passagem, que trago um propósito comigo, que sou responsável pelas minhas ações no mundo e que, decididamente, saberei encontrar algo que me torne uma personagem participante e ativa na construção da minha história e na do universo. É um sentimento de realização maior que faz sentido na minha caminhada interior – viver o meu propósito todos os dias!

Ver-me sozinha nestes pensamentos permite aprofundar o conhecimento que tenho de mim mesma, é o estar presente na minha vida, viver em mim, descobrir quem sou, quais as minhas áreas de paixão, que competências possuo, que desafios estou pronta a enfrentar … é ao realizar que as respostas estão comigo, vivem dentro de mim, são a minha companhia … sou a protagonista!

Citando C.G.Jung “Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro desperta”. Não será este o segredo para encontrar o “EU”, despertar o “SER”, tomar consciência de quem és e entender o teu Propósito de vida, conheceres-te a ti próprio?

Não sou nenhuma especialista nestas matérias, este é apenas o estudo, uma análise de mim para mim, o que aqui está expresso é o meu sentir, as minhas dúvidas, as minhas faltas de respostas, o meu querer, o meu despertar, a minha experiência… e tudo o mais que esteja associado a entender a importância de encontrar o meu propósito porque acredito que eu, tu, nós … cada um tem um Propósito de vida!

Este artigo pretende apenas ser um alerta, um “abre olhos”, fazer a chamada da consciência para teres um Propósito. Atreve-te, chega de dares murros em ponta de faca, descobre o teu propósito de vida, o sentido da tua vida, cumpre o teu papel no universo … escuta-te, ouve-te – as respostas que esperas estão no teu coração e na tua intuição.

love-2573113__340

 

A felicidade está em mim, em ti, em nós … Vamos viver uma vida extraordinária!

Saúde Mental no Feminino …

Saúde mental no feminino. Uma das maiores causas da doença mental é a disparidade entre o ideal e a consecução, entre o faz de conta e a realidade, entre a esperança e o resultado efetivo. A felicidade é encarar a realidade, gostar de si, com todos os seus defeitos.

Vivemos numa sociedade em mudança, mas as mulheres – mães sós, mães que trabalham e com filhos pequenos, mães maltratadas e solitárias, mulheres que na vida profissional procuram a afirmação num ambiente onde o sexo masculino ainda desempenha um papel predominante, com lealdades divididas e maridos ressentidos – confrontam-se com tensões acumuladas desgastantes. Uma das maiores causas da doença mental é a disparidade entre o ideal e a consecução, entre o faz de conta e a realidade, entre a esperança e o resultado efetivo. A felicidade é encarar a realidade, gostar de si, com todos os seus defeitos.

Paula Norte, uma psicóloga especialista em Psicóloga Clínica, fala-nos sobre o tema.

 

Mulheres modernas – 2018 

ekg-2753760__340

Paula Norte
Psicóloga Clínica em PsicoMindCare – Associação de Psicologia
Mestrado Integrado em Psicologia Clínica – ISPA
Avaliação e Intervenção Psicológica em Crianças, Adolescentes e Adultos. Avaliação Psicológica de Condutores

psipaulanorte@gmail.com

Não existem dúvidas de que as mulheres modernas estão sujeitas a um maior esforço psicológico do que alguma vez sucedeu. Paradoxalmente, nós mulheres somos em parte, as grandes responsáveis e provavelmente, temos de nos esforçar para nos libertarmos da situação em que nos encontramos. Gastamos imenso tempo, energia e mesmo dinheiro a pensar e a tentar fazer alguma coisa pela saúde física. Infelizmente, o mesmo não se aplica à saúde mental, e não devia ser assim. Para as mulheres, a saúde mental deveria ser tão importante, senão mais importante, do que a saúde física.

Em muitos aspetos da sua vida, as mulheres estão pressionadas como nenhum ser humano alguma vez esteve – mães sós, mães que trabalham e com filhos pequenos, mães maltratadas e solitárias, mães que trabalham, com lealdades divididas e maridos ressentidos – tensões acumuladas desgastantes.

self-care-2904778__340Manter o equilíbrio psicológico, porém, exige uma espécie diferente de conhecimento pessoal da boa forma física. Também exige extremo realismo. É essencial que compreendamos que as nossas dificuldades não são únicas. Todas nós atravessamos períodos duros, e por muito desagradáveis que sejam a maior parte sobrevive. A adversidade é normal, na verdade, é uma condição da vida e não devemos reagir excessivamente a ela ou sentiremos que complicámos irremediavelmente a nossa vida e somos umas falhadas porque passamos por elas.

Quando as coisas correm mal, a reação natural é pensar que a culpa é nossa. Mas deveremos ter presente que as dificuldades do nosso ambiente, sobre as quais não temos controlo, poderão ser o fator principal. Tais como desemprego, doenças, família numerosa, falta de dinheiro, perda dos padrões sociais, violência na sociedade – são fatores que não controlamos.

Mas uma das maiores causas da doença mental é a disparidade entre o ideal e a consecução, entre o faz de conta e a realidade, entre a esperança e o resultado efetivo. As mulheres foram feitas, pelas vozes mais estridentes no movimento feminista e nos meios de comunicação, para sentir que se não entram com êxito no mundo dominado pelos homens, se não compensam parte do imaginário tempo perdido e passam ao ataque, se não realizam ardentemente cada inspiração, então são umas nulidades, umas falhadas. Claro que isso não é assim.

A felicidade é encarar a realidade. Um dos seus aspetos mais importantes é aprender o que deve fazer, decidir fazê-lo o melhor que puder e não se sentir incapaz porque não coincide com o que pensa que deve fazer. O mais importante é aprender a viver consigo própria. Mais importante ainda, aprenda a gostar de si, com todos os seus defeitos.

flower-1320801__340