Cláudia Correia e a Escola Le Cordon Bleu, em Madrid

A cozinha permite multiplicar por milhões os momentos de felicidade que proporciono aos outros e essa felicidade – a minha e a dos outros – será maior, quanto maior for a minha experiência.

"A cozinha permite multiplicar por milhões os momentos de felicidade
 que proporciono aos outros e essa felicidade – a minha e a dos outros - 
será maior, quanto maior for a minha experiência."

Á conversa com …

Pode-se contar pelos dedos de uma mão, há quantos anos conheço a Cláudia Correia. Mulher dotada de sólida formação académica, profissional e humana, uma jurista metódica e versátil mas acima de tudo uma mulher empreendedora, obstinada, determinada e amiga do seu amigo. Bastante nova mas já com uma vida plena de experiências, procurou sempre encontrar o caminho para atingir o sucesso. Hoje é, sem sombra de dúvida uma mulher bem-sucedida, comprometida com o Fazer Acontecer.

Foi no mundo do trabalho que a conheci. Eu mais velha ela bem mais nova, tenho de confessar que no início coloquei algumas reticências às suas competências, ela pouco faladora e eu muita atenta ao desempenho das funções que lhe cabiam em sorte. Mas depressa reconheci as suas capacidades e a empatia não se fez esperar e tornámo-nos amigas.

A vida aproximou-nos, trabalhamos juntas até que por questões meramente profissionais e porque a vida é feita de escolhas cada uma seguiu o seu próprio caminho. O destino juntou-nos uma vez mais e as redes sociais fizeram o resto. Falei-lhe deste meu projeto, a criação deste blogue com umas amigas e ela falou-me do dela, da sua nova paixão – acabou de obter o diploma de Pastelaria no Le Cordon Bleu, uma instituição reconhecida mundialmente por fornecer o mais alto nível de instrução culinária.

Fiquei fascinada. É um exemplo que nos enriquece e que gostaríamos de partilhar com os nossos seguidores porque diz o lema do nosso blogue Hucilluc – Aqui e Ali liga-nos ao que nos rodeia, “Vamos crescer partilhando!”, numa modesta tentativa de iluminar a vida das pessoas à nossa volta, em harmonia com os nossos valores pessoais e coletivos.

É neste contexto que lançamos este repto à Cláudia, para que, numa simples e simbólica entrevista nos incite a vontade de libertar os nossos sonhos e a determinação necessária para correr a colocá-los em prática e, de certo modo, contribuir para a inspiração de outras pessoas levando-as à transformação da sua vida na concretização da felicidade individual e coletiva.

Aqui fica a conversa escrita. Leia, leve e inspire-se!

flores rosa

Nós: Conte-nos um pouco da sua história. Neste momento vive em Madrid, o que a levou até lá? E o que faz?

Cláudia: Bem… a minha história passa por vários países e por experiências tão diferentes! Tenho a felicidade de já ter vivido e trabalhado em quatro países diferentes, sempre trabalhando como advogada e agora estou em Madrid. Vim em janeiro deste ano, por motivos familiares.

Hoje, tenho essa sorte, consigo conciliar num único cargo a advocacia e a cozinha, trabalhando para a AmoChef (uma plataforma digital que permite, a pessoas que gostam de explorar novas culturas através da cozinha, curiosas por gastronomia e por novas experiências – foodies -, contractar, em diferentes cidades do mundo, uma experiência culinária, com um chef, no conforto das suas casas). Já agora, passem pelo site https://amochef.com/ e vejam as diferentes experiências!

Nós: Gostar de doces é normal e dá felicidade … quem não gosta?! Porque se candidatou ao Le Cordon Bleu? Era uma paixão antiga, descobriu-a recentemente ou apeteceu-lhe viver uma aventura?

Cláudia: A cozinha foi, para mim, uma revelação. Há cerca de um ano percebi que tinha que parar e reflectir sobre a minha felicidade. Perceber onde e quando me sentia plena, feliz e realizada e foi aí que a cozinha se revelou. Todos os momentos em que estava a cozinhar (e não obrigatoriamente doces), sentia-me “de bem com a vida”. Mas porquê? Pensei eu. Concluí que é na cozinha que me encontro “inteira”, que ali estou eu concentrada e feliz, a testar, a inventar e a criar. A cozinha permite multiplicar por milhões os momentos de felicidade que proporciono aos outros e essa felicidade – a minha e a dos outros – será maior, quanto maior for a minha experiência. Por isso, fiz vários pequenos cursos de pastelaria, decoração de bolos, modelagem, etc. e depois decidi candidatar-me ao Le Cordon Bleu (“LCB”), em Madrid, para ter uma experiência mais exigente e profissional. Estudar na LCB foi uma experiência incrível. Senti-me excecionalmente privilegiada por aprender, todos os dias, com alguns dos melhores chefs do mundo.

Nós: Pode-nos contar um pouco da história de uma das mais conceituadas escolas de culinária parisiense – o Le Cordon Bleu, e a sua evolução, nos dias de hoje, para uma rede de institutos com uma nova filosofia?

Cláudia: Claro. A Le Cordon Bleu é uma das mais antigas e prestigiadas escolas de culinária do mundo. Está presente em 20 países, com 35 escolas e, por lá, já passaram vários alunos que se tornaram chefs conceituados, incluindo portugueses!

Nós: Diploma na mão tem por isso facilidade acrescida em desenvolver um trabalho no mundo tão vasto da doçaria. Tem algum projeto de doçaria, ou outro, em mente e que queira ou possa partilhar e dar a conhecer ao mundo?

Cláudia: Não quero ficar-me pela pastelaria. Quero conseguir formar-me também em cozinha e os meus planos para o futuro passam por aí. Não sei quando vou conseguir concretizá-los mas sei que vou conseguir.

Nós: Neste ramo tão específico da doçaria, quais os seus interesses? Doçaria tradicional portuguesa, ou não, e/ou internacional?

Cláudia: A doçaria tradicional portuguesa é incrível, tanto em técnica como em sabor. Gosto de explorar todos os tipos de pastelaria e doçaria e, quando possível, conciliar receitas de vários países e criar uma nova!

Nós: O facto da sua área de formação ser Direito sente que essas duas áreas apesar de tão diferentes se complementam, e a tornam uma pessoa mais feliz?

Cláudia: Para mim, pessoalmente, complementam-se e sou feliz em ter as duas áreas. Gosto dos desafios intelectuais que o Direito me traz diariamente e gosto da criatividade e da adrenalina da cozinha. Na verdade, quase uma década como advogada ensinou-me uma ferramenta super importante na cozinha: gestão do stress.

Nós: Esta área, como em muitas outras, virou moda, proliferam livros, lojas, blogues, programas de tv … – o boom das receitas e de “chefes. Acha que existe espaço para desenvolver trabalho nesta área e ter sucesso?

Cláudia: Acho que este “boom” é excelente para quem quer desenvolver a sua carreira nesta área e permitirá, certamente, a muitas mais pessoas ter a sua oportunidade. Eu sou bastante optimista e acho sempre que se te esforçares e te tornares incrivelmente bom naquilo que fazes, conseguirás sempre ter sucesso.

Nós: Como e onde vai buscar as ideias de receitas, são experiências suas, dicas que tira daqui e dali, receitas que surgem do “nada”, do seu trabalho de “invenção”? Prova-as, não será uma experiência deveras calórica?

Cláudia: As minhas fontes de inspiração são imensas. Recorro sempre aos livros clássicos, inspiro-me vendo o trabalho de chefs no Youtube (há canais incríveis!), no instagram, em blogues, etc. Revejo receitas da família, receitas antigas, gosto muito de provar coisas novas, sabores diferentes, viajar e conhecer os países pela sua cozinha e fazer experiências aproveitando todas estas fontes! Provo sempre, em pequenas quantidades, para limitar o “estrago”.

Nós: Comer um doce é uma necessidade por vezes incontrolável mas também pode ser um ato social. O que fazer para reduzir as quantidades de açúcar numa receita e tornar um doce saudável?

Cláudia: Eu acho que um “doce saudável” não existe. Podemos recorrer a novas tendências, como a da cozinha crua ou recorrer a substitutos do açúcar refinado mas nunca será inteiramente saudável. Substituir o açúcar refinado por tâmaras ou mel, resulta em muitas receitas e permite reduzir bastante.

Nós: Pode deixar aqui uma receita, sua ou não, para adoçar e aguçar o apetite aos nossos seguidores e a nós?

Cláudia: O que me dizem de uma mousse de limão com base de bolacha? Esta foi a última receita que fiz. Pode, facilmente, ser feita sem glutén e sem lactose.

Ingredientes para a base:
200 gr de bolachas de aveia
80 gr de manteiga

Comecem por triturar as bolachas. Adicionar a manteiga às bolachas e misturar bem, até que tenhamos uma mistura arenosa mais compacta. A manteiga deve ser adicionada bastante amolecida, quase derretida!
Untem o fundo de uma forma amovível (uma forma de 18 ou 20 cm, para bolos) com manteiga e cubram o fundo com um círculo de papel vegetal, para garantir que conseguimos desenformar com facilidade.
Vertam o preparado da bolacha para a forma e com as mãos, ou com a ajuda de uma colher, espalhem de forma uniforme até que cubra, por completo, o fundo. É importante que se pressione um pouco, para garantir que tudo está bem ligado. Coloquem no frigorifico enquanto preparam a mousse.

Ingredientes para a mousse:
5 gemas de ovo
100 gr de açúcar
Sumo de 4 limões médios
Raspa dos 4 limões
1 colher de sopa de farinha maizena
3 folhas de gelatina incolor
¾ de uma taça de água (aprox. 80 gr de água)
5 claras de ovo
50 gr de açúcar

Hidratar as 3 folhas de gelatina nos ¾ de uma taça de água. Reservar.
Numa outra taça comecem por misturar, com as varas manuais, as 5 gemas com os 100 gr de açúcar. Bater com as varas até que mude ligeiramente de cor. Adicionar a raspa, o sumo de limão e a maizena. Atenção para que não se criem grumos de maizena. Verter este preparado para uma panela e levar ao lume. Cozinhar até que comece a engrossar, mexendo sempre com as varas.
Retirar do lume, adicionar as folhas de gelatina com a toda a água em que estiveram a hidratar, misturar bem e deixar arrefecer esta mistura por completo.
Bater as 5 claras de ovo em castelo, com os 50 gr de açúcar.
Dica: adicionem o açúcar quando as claras já estiverem quase batidas!
Adicionar as claras em castelo à mistura que preparámos anteriormente. Misturem com o salazar, incorporando as claras nesta mistura mas sem bater.
Vertam este preparado sobre a base de bolacha e deixem repousar no frigorífico cerca de 3 horas.
Retirem da forma e decorem com raspas de limão ou de lima.

 

Nós: Quer lançar aqui algum um repto aos nossos seguidores?

Cláudia: Aproveitem o dia de hoje para pensar no que vos faz, verdadeiramente, feliz e sigam-no sem medos.

 

Obrigada Cláudia. Viva uma vida extraordinária!

 

 

Esparguete de Vegetais Espiralizados

Transforme vários tipos de vegetais em esparguete!
Utilize curgete, cenoura, batata-doce e outros vegetais que a sua imaginação ditar.

Esparguete com camarão de Vegetais Espiralizados

Transforme vários tipos de vegetais em esparguete!

Utilize curgete, cenoura, batata-doce e outros vegetais que a sua imaginação ditar. Uma opção saudável, com poucas calorias para uma refeição leve e rápida de preparar para apreciar em família num dia de verão.

espiralizador legumes

 

Nos hipermercados já se encontram alguns vegetais como a curgete espiralizada mas, pode optar por comprar um eletrodoméstico próprio para cortar vegetais ou ainda um pequeno utensílio como o da figura, é fácil de transportar quando vai de férias e  permitem combinar os legumes a gosto.

 

Ingredientes:

  • Camarão;
  • Curgete, cenoura, tomate cherry, alho
  • Temperos: Azeite, sal, limão; coentros ou outra erva aromática a gosto

Coza e descasque camarões ou, opte por comprar congelados de boa qualidade, já descascados.

Numa frigideira com azeite e alho picado salteie os camarões, tempere a gosto. Pode utilizar limão, sal, pimenta e um pouco de coentros picados ou outra erva aromática que goste. Junte alguns tomates cherry e deixe amolecer ligeiramente, acrescente os legumes espiralizados, envolva, tape e deixe estufar durante alguns minutos.

Sirva salpicado de sementes ou outros frutos secos picados.

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Agora só falta mesmo sentar-se e deliciar-se com este prato!

Chips de batata-doce, todos adoram! Daniela Ricardo

Chips de batata-doce e beterraba, Esta é uma boa escolha, não é? Uma receita da conceituada chef Daniela Ricardo.

Uma receita da conceituada chef Daniela Ricardo. Hum … Vou experimentar!

Chips de batata-doce e beterraba, Esta é uma boa escolha, não é?

As batatas-doces e as beterrabas ficam tão crocantes e saborosas cortadas às rodelas e levadas ao forno, que me fazem lembrar as batatas fritas de pacote, com o benefício de não serem fritas e por esse motivo sem óleo. São uma alternativa muito saudável que até os mais novos adoram.

Ingredientes:

  • 1 ou 2 Batata doce média
  • 1 beterraba média
  • Alho em pó
  • Tomilho seco
  • Sal marinho (opcional)

Lave muito bem as batatas e a beterraba. Seque-as com um pano. Corte-as rodelas finas com cerca de 2mm-3mm, com a ajuda de uma faca ou com outro utensílio que sirva para o efeito. Disponha as rodelas num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Tempere com sal, alho em pó e tomilho seco.

Leve ao forno a 150º cerca de 20min (o tempo pode variar com forno). Passado este tempo vire as rodelas, volte a temperar e deixe cozinhar mais 15-20 minutos. Estão prontas quando estiverem secas e estaladiças.

Esta é uma receita do Livro “Cozinhar com Amor”, da  autoria de Daniela Ricardo, vencedor do galardão de melhor livro do mundo, na categoria receitas caseiras fáceis, nos Gourmand Cookbook Awards de 2018.

Tenha uma ótima refeição!

 

food salad restaurant person
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Pode ler aqui a entrevista a Daniela Ricardo

 

Couves-de-bruxelas e uvas, para uma ocasião especial

Couves de Bruxelas assadas com uvas – Uma entrada saudável para surpreender os convidados.

Sugerimos-lhe um acompanhamento para surpreender, com uma entrada saudável e original, numa ocasião especial.

Couves-de-Bruxelas assadas com uvas

Para cerca de 6 pessoas:

  • 650 a 700g de couves-de-bruxelas cortadas ao meio;
  • 2 Cebolas cortadas aos pedaços pequenos;
  • 2 chávenas de uvas pretas sem grainha;
  • 2 a 3 colheres de sopa de azeite;
  • ½ chávena de amêndoas torradas cortadas grosseiramente;
  • Sal, pimenta preta, 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto.

Pré-aqueça o forno a 220º. Num tabuleiro, misture as couves-de-bruxelas com a cebola e as uvas, tempere com o azeite, sal e pimenta. Leve ao forno cerca de 20 minutos, virando quando estiverem a ficar acastanhadas. Fica mais 15 minutos no formo para lourar os ingredientes, do outro lado.

Retire os ingredientes para uma travessa. Misture o vinagre com um pouco de água e, enquanto o tabuleiro está bem quente, deite esta mistura de vinagre e água e, com uma espátula de madeira, vá dissolvendo o suco que ficou agarrado ao tabuleiro. Verta sobre o preparado na travessa, polvilhe com as amêndoas e sirva.

red black and green grapes in round blue and white floral ceramic bowl
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A inspiração desta receita tem como base o livro “A Alimentação Cura Tudo” do Dr. Mehmet Oz.