Associação Fazedores da Mudança – Portugal a Cuidar da Casa Comum

“Para os que ainda se possam sentir confusos, uma palavra de conforto: com muitos de nós acontece o mesmo. Esta é de facto uma iniciativa que sai completamente fora de tudo o que conheço, em termos organizativos. Da minha experiência o melhor é deixar fluir e vai chegar um momento em que tudo fica mais claro”

Temos vindo a acompanhar o trabalho excecional feito pela Associação Fazedores da Mudança em prol de uma sociedade mais justa e responsável pelo meio ambiente. Procuramos nas nossas atitudes ser responsáveis, dando o nosso pequeníssimo contributo acreditando que, como disse Madre Teresa de Calcutá

Eu sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor

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Para que se inspire nesta ação comprometida com tudo o que nos rodeia e quem sabe, vir a participar de forma ativa nesta associação, transcrevemos o testemunho dado por Paula Alves  (presidente da direção), sobre um evento ocorrido recentemente em Lisboa, no âmbito da Campanha de Mobilização Nacional para Portugal a Cuidar da Casa Comum que tivemos oportunidade de anunciar na nossa página do Facebook. As fotos aqui publicadas são da Associação Fazedores de Mudança.

 

 

Que cada um de nós seja fazedor de mudança!

 

 

 

Aqui fica o balanço do evento, o agradecimento e o de desafio à participação de Paula Alves

Amigos,

O dia de hoje foi para nós muito especial. Mais um passo foi dado na preparação da Campanha de Mobilização Nacional para Portugal a Cuidar da Casa Comum, e os vossos contributos são preciosos.

Mais uma vez, em nome da Associação Fazedores da Mudança, a nossa profunda gratidão… a cada um de vós que escolheram partilhar connosco, um pouco do vosso tempo e energia; a cada um dos ausentes que mesmo não estando fisicamente presentes, sentimos o vosso carinho; à Alexandra, Njiza, Vanda e ao Nuno da Comunidade Art of Hosting pela generosidade, acolhimento e facilitação do diálogo construtivo; ao José Gonçalves-Pinto do ULAB do ISEG pela nobreza do espaço e pela persistência no desafio de ajudar a criar as condições para que o novo paradigma possa emergir de dentro de cada um de nós;ao Bruno e à Cláudia pelo Qualia e pela dedicação às Pessoas e à Casa Comum.

O Passo seguinte é formar equipa. 
Equipa esta que tal como disseram é desejável que seja flexível, orgânica, motivada, responsável, consciente e que genuinamente se comprometa com o que está a fazer.

Por mais pequena que seja a tarefa, os que de vós sentem no vosso coração que têm de estar envolvidos, façam favor de dar um passinho em frente e dizerem o vosso SIM. 🙂

Para finalizar, duas notas:

  1. para os que ainda se possam sentir confusos, uma palavra de conforto: com muitos de nós acontece o mesmo. Esta é de facto uma iniciativa que sai completamente fora de tudo o que conheço, em termos organizativos. Da minha experiência o melhor é deixar fluir e vai chegar um momento em que tudo fica mais claro. De resto estou disponível para responder a todas as questões que quiserem colocar.
  2. partilho convosco:

Podcast com a indicação das várias entrevistas:
https://www.facebook.com/fazedoresmudanca/

Álbum de Fotos:

https://www.facebook.com/pg/fazedoresmudanca/photos/?tab=album&album_id=1050217551819182

Carta Aberta de Compromisso para subscrição (o site está em transformação):
http://www.terra.org.pt/carta-aberta.html

Deixo-vos agora com um ….Até já! 

A todos, um abraço do tamanho do Universo…

Tenham dias felizes

Paula Alves”

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Joana Teixeira e “The therapist”

“Tendemos a procurar muito o ideal da perfeição, principalmente nós mulheres …isso não existe.”

Vamos crescer partilhando, inspirar vidas e ser felizes com o que fazemos! Aqui ficam as palavras escritas de Joana Teixeira, criadora do “The Therapist” – que surge “da vontade de mudança, de ajudar quem nos visita, de deixar o mundo um sítio melhor do que o que encontrámos quando aqui chegámos.

“A palavra é algo muito forte e que fica para sempre gravada, por isso, tenta sempre utilizá-la para o bem.”

 

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Nós: Quem é a mulher Joana Teixeira que está à frente dos desígnios da marca The Therapist?  Como surgiu o The Therapist? Qual o conceito que está subjacente?

Joana Teixeira: A Joana é mulher como tantas outras, casada, com um menino de 2 anos de idade, que largou a sua carreira em gestão de marcas de grandes multinacionais para criar um espaço de bem-estar que alia a alimentação, as terapias  e o conhecimento num só local. Esta mudança de vida aconteceu após questões de saúde relacionadas com a pele, cuja solução apenas foi encontrada na medicina tradicional chinesa aliada à terapia quântica numa vertente mais emocional, assim como uma mudança alimentar e de estilo de vida. Os últimos 8 anos foram dedicados a pensar neste projecto ao detalhe, o The Therapist, e há pouco mais de 1 ano surgiu a oportunidade de lhe dar vida, aqui na LxFactory.

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Nós: A visão oriental do conceito de saúde valoriza o sentimento positivo, de harmonia e de bem-estar.  Pode-se afirmar que este projeto bebe muito desta filosofia, da importância em encontrar o equilíbrio entre – físico, mental, espiritual e energético – mente sã corpo são?

Joana Teixeira: Eu acredito que acima de tudo a mente tem de estar sã e o resto vem por acréscimo. Tendemos a procurar muito o ideal da perfeição, principalmente nós mulheres, temos ideais da mulher perfeita, carinhosa, profissional, boa mãe, que faz desporto, que se alimenta bem, que anda sempre impecável e, na maioria das vezes, isso não existe. E está tudo bem! Acima de tudo acredito que a nossa mente deve estar bem e para isso, o que é importante para mim, pode não ser para outra pessoa. O fundamental será sempre percebermos o que nos faz bem e perseguir isso, seja só estar rodeado de amigos e família, ter uma boa alimentação ou estar presente aqui e no agora. E nós queremos ser um contributo para esse bem-estar mental.

O objectivo deste projecto é acima de tudo dar as ferramentas para que as pessoas possam estar bem através das vertentes que consideramos importantes (para nós): a alimentação saudável, as terapias e o conhecimento.

 

Nós: As pessoas cada vez estão mais abertas e começam já a recorrer às Medicinas Complementares ditas alternativas, essa terá sido a razão principal, para se lançar neste projeto?

Joana Teixeira: Não. Quando o projecto começou a ser pensado, há cerca de 8 anos, estas medicinas não convencionais ainda eram pouco conhecidas e os espaços que existiam na altura apenas se  dedicavam a um tipo de terapia, ou a uma vertente. Este projecto surge mesmo para ser um dos contribuidores para esta abertura e crescimento das terapias não convencionais e da alimentação saudável.

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Nós: Quando abriu a “The Therapist” tinha a noção perfeita do que pretendia, iniciou com todas as atividades atuais ou foram crescendo à medida das necessidades e da procura?

Joana Teixeira: Quando abrimos tínhamos perfeita noção do que queríamos, mas este ano tem realmente sido um ano de grande aprendizagem. Por exemplo, nunca pensámos que o nosso restaurante teria tamanho sucesso. Sempre pensámos que seria apenas uma cafetaria de apoio às terapias e acabou por se revelar uma vertente fundamental deste projecto, tanto que já tivemos de ampliar a zona de mesas para conseguir servir mais pessoas que nos procuram todos os dias para usufruírem de uma refeição saudável, sem açúcares refinados nem lacticínios mas com um sabor incrível. É um projecto que cresce com as pessoas: quem trabalha aqui no espaço e quem nos visita. Não é um projecto estanque, vai crescendo e aprendendo com as pessoas e vai evoluindo também. As terapias que temos actualmente são aquelas com que começamos à excepção da Terapia de Gengibre e a Nutrição Funcional.

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Nós: Afirmação vossa, The Therapist School é uma escola da vida. Porquê? Quais os cursos, workshops que se ministram na vossa escola? São muito requisitados? Tem algum agendado neste momento?

Joana Teixeira: É uma escola da vida porque nos ensina tudo o que não nos ensinaram na escola tradicional e que consideramos de extrema importância para os dias de hoje. Isto pode ir desde alimentação saudável, a mindfullness, a gestão de finanças, relações pessoais, arranjos caseiros,.. O céu é o limite! Neste momento estamos a trabalhar num formato de curso com vários módulos lecionado por pessoas de referência em cada área que iremos lançar no regresso à escola depois do Verão.

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Nós: O que é o vosso Ambulatório? Que tipo de consultas oferecem?

Joana Teixeira: O Ambulatório foi o nome inicial que demos ao nosso restaurante por ser a zona onde as pessoas iriam esperar e recuperar das consultas. A terapia acaba por ser a refeição saudável e saborosa que servimos no nosso restaurante.

Nós: Que tipo de terapias proporcionam aos vossos clientes? E o que são?

Joana Teixeira: Vejam no nosso website www.thetherapist.pt todas as nossas terapias que temos e descrição.

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Nós: O que é um restaurante flexitariano biológico? Porque seguem esta linha na alimentação?

Joana Teixeira: Seguimos a linha flexitariana na alimentação e em tudo. Acreditamos que a vida é para ser vivida sem fundamentalismos e refletimos isso em tudo o que fazemos no nosso espaço. Temos também muitas famílias que nos visitam com escolhas alimentares diferentes, por exemplo, o pai come peixe mas a mãe é vegetariana e queremos ter opções para todos os membros da Alimentação família. Temos sempre opções vegan, vegetarianas e uma de peixe. Temos também opções sem glúten, por exemplo. O que realmente não servimos são produtos com açúcar refinado nem lacticínios, porque queremos que as pessoas conheçam uma alimentação diferente e que percebam que é possível fazer sobremesas deliciosas, como o nosso tão conhecido bolo de cacau, sem qualquer açúcar nem leite.

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Nós: Pode apresentar um pouco o vosso Menu, a vossa ementa? Por exemplo o que é uma sobremesa literalmente terapêutica?

Joana Teixeira: O nosso menu de almoço muda todos os dias consoante os produtos da época e o tipo de alimentação que se deve fazer em cada estação. As sobremesas também estão sempre a mudar, excepto o nosso bolo de cacau que temos sempre de ter disponível senão os nossos clientes habituais chateiam-se! Podem aceder ao menu completo na nossa página de facebook. https://www.facebook.com/TherapiLx/menu/

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Nós: O que é a Biblioterapia? Fazem leituras orientadas para o bem-estar?

Joana Teixeira: A biblioterapia é o processo terapêutico que se realiza através da orientação e prescrição de leituras, tendo como principal objetivo restabelecer na pessoa os estados de equilíbrio, harmonia e motivação. Atuando nas mais diversas áreas do desenvolvimento humano, as sessões de biblioterapia fornecem técnicas e ferramentas para que o participante resgate o seu potencial e ultrapasse os obstáculos que o estão a impedir de atingir a sua felicidade e o seu sucesso. Cada sessão é orientada para o paciente em questão e a sua patologia.

 

Nós: Pode deixar uma pequena receita que suscite água na boca aos nossos clientes e o desejo de aprender a fazer bem e a comer saudável?

Joana Teixeira: Todos os meses publicamos uma receita nossa na nossa página de instagram. É uma questão de a irem seguindo! Temos por exemplo esta que é uma das nossas melhores sopas: https://www.instagram.com/p/Be2xJUOBQsu/?taken-by=thetherapistlx

 

Nós: Deixe-nos um desafio ou mensagem sobre algo que esteja ao alcance de cada um de nós fazer, como contributo para um mundo melhor.

Joana Teixeira: Eu tenho uma frase de Don Miguel Ruiz que me acompanha sempre e tento pôr em prática todos os dias – “be impeccable with your word” – ou seja, sê sempre irrepreensível naquilo que dizes. Se tens algo a dizer que sabes que não vai ser um contributo positivo para o mundo ou para quem o estás a dizer, guarda para ti. A palavra é algo muito forte e que fica para sempre gravada, por isso, tenta sempre utilizá-la para o bem.

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A porta está aberta, atreva-se a entrar! Vai adorar

“Volta e Meia” o seu café Feliz

O “Volta e Meia” mais do que um café, é um espaço de proximidade na comunidade, de encontro e de partilha, onde acontecem eventos gratuitos, mas de qualidade. Privilegia-se a troca de experiências e de conhecimento como práticas essenciais à sobrevivência enquanto seres humanos completos.

“O Volta&Meia mais do que um café, é um espaço de proximidade na comunidade, de encontro e de partilha, onde acontecem eventos gratuitos, mas de qualidade. Privilegia-se a troca de experiências e de conhecimento como práticas essenciais à sobrevivência enquanto seres humanos completos. No dia a dia, as pessoas ao perceberem o conceito mostram contentamento!… “São as pessoas que nos apoiam que nos fazem acreditar que é possível!”

 “Acreditar, perseverança, dedicação, confiança, respeito e um toque de ingenuidade.”

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Conheça melhor as três mulheres que deram vida ao projeto, construindo um espaço ímpar onde pode aperfeiçoar a sua competência de Bem-Estar, nas quatro principais áreas em que assenta: Resiliência, atenção plena, otimismo e generosidade.

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Nós: Apresentação das 3 mulheres que deram forma a um sonho.

A arquiteta Ana RuteVive atualmente no Reino Unido, é professora universitária e trabalha como arquitecta e ilustradora para onde for preciso (www.anarutecosta.com). Responsável pela comunicação e imagem do restaurante Volta&Meia, colabora com este projeto à distancia de um clique.

A psicóloga Cristina Quadros –  Otimista por natureza, casada, com três filhos já crescidos. Vive na pequena vila de Alhadas, a 8 kms da Figueira. Depois de muitos anos a trabalhar em contexto escolar, optou pelo trabalho independente, em contexto privado e na formação.

A enfermeira Marina CostaDinâmica, pragmática, empreendedora e “fazedora de coisas”, casada, mãe de dois filhos de 21 e 18 anos, vive no Paião uma vila a sul da Figueira da Foz. Trabalha no serviço de pediatria no hospital da figueira da foz.

Nós: O que fez com que 3 mulheres com percursos profissionais distintos se unissem na concretização deste espaço?

V&M: A vontade de criar um espaço alternativo na Figueira da Foz, um espaço do qual gostaríamos de almoçar, beber um café, passar tempo com os amigos. Podíamos continuar a queixarmo-nos ou fazer alguma coisa para colmatar essa lacuna.

Nós: Como souberam da existência desta rede de cafés e do movimento Action for Happiness?

V&M: A Cristina descobriu esta rede através das suas pesquisas de mindfulness e a Ana Rute conhecia uma café da rede na cidade onde vive.

Nós: Em termos sucintos, podem explicar aos nossos leitores em que consiste esse movimento?

V&M: Action for Happiness é um movimento de pessoas que procuram construir uma sociedade mais consciente e feliz. Procuram um modo de vida diferente, onde as pessoas se preocupam menos consigo próprias e mais com a felicidade dos outros e o bem comum. A rede de Cafés Felizes (Happy Café Network) parte do movimento ‘action for happiness’ e foi descrita por Dalai Lama como uma fonte de inspiração e bem-estar das comunidades do mundo inteiro. 

Nós: Porquê um café com o conceito de “Cafés Felizes”?

V&M: Os cafés estão próximos da comunidade e são locais públicos de encontro e de partilha. A ideia é simples e inspiradora, um espaço acolhedor onde se podem conhecer pessoas e partilhar interesses de promoção da felicidade e bem-estar. Mais do que um mero café ou restaurante, queremos um espaço que as pessoas possam apropriar e onde se sintam em casa.

Nós: Sendo mulheres, alguma vez sentiram que esse facto dificultou a criação de um “negócio”? Qual a maior dificuldade por que passaram e quais os apoios que tiveram?

V&M: Não, talvez só sendo mulheres embarcaríamos nesta aventura de concretizar mais um projeto para além de todos os projetos profissionais, pessoais e familiares que temos em paralelo. A maior dificuldade e o maior apoio são as pessoas, por um lado, o desafio de encontrar as pessoas certas para colaborar connosco, por outro lado, são as pessoas que nos apoiam e nos fazem acreditar que é possível. 

Nós: Tarefa árdua mas sem dúvida um excelente desafio conciliar uma vida profissional já existente com a nova atividade de um café-restaurante. Como realizam essa conjugação de modo a obter resultados positivos ao nível da realização pessoal e coletiva (satisfação/motivação)?

V&M: Temos de fazer opções e estamos consciente que não conseguimos ter tudo ao mesmo tempo, às vezes vamos apostando em alguns projetos em detrimento de outros. O facto de termos criado um espaço à nossa imagem e idealização ajuda, pois quando estamos lá, sentimo-nos bem e que continua a fazer sentido o caminho percorrido.

Nós: Passados alguns meses da inauguração do espaço Volta&Meia, que avaliação fazem sobre a concretização dos objetivos iniciais?

V&M: O Volta&Meia inaugurou em julho de 2014. Quase 4 anos volvidos a “criança” começa agora a dar alguns sinais de independência, já não precisamos de estar sempre por perto para as coisas correrem com desejamos. É um processo de construção permanente, por vezes é o Volta&Meia que nos ensina e nos ajuda a ajustar objetivos, temos de estar atentas aos sinais.

Nós: Faz em ti a mudança que gostas de ver no mundo, é um dos vossos principais objetivos a alcançar?

V&M: Diria, se a mudança que queres ver no mundo (pelo menos no teu mundo), tal como referimos, foi esse um dos motivos que nos fez embarcar neste projeto.

Nós: Sendo o primeiro café português na rede de Happy Cafés, como tem sido a adesão das pessoas a este conceito que também, privilegia ao contacto pessoal e a partilha? Qual o tipo e em que classe etária se situam as pessoas que frequentam esse espaço?

V&M: As pessoas não estão muito habituadas a que hajam eventos gratuitos e de qualidade. Todos os eventos que promovemos no âmbito do Happy Café são de entrada livre. Há um caminho a percorrer e acreditamos que e possível criar sinergias e motivar as pessoas perto de nós para serem mais seres humanos. No dia-a-dia, as pessoas ao perceber o conceito mostram contentamento.

Nós: O que se pode comer e beber no vosso espaço para conforto do corpo?

V&M: Os sabores do Volta&Meia trazem-nos lembranças de refeições em família ou de gloriosas patuscadas com amigos. Aos produtos tradicionais portugueses, somam um toque de originalidade. É isso que nos inspira o palato, desde o tradicional bacalhau com broa, passando pelos escondidinhos da casa até aos petiscos especiais. Estes sabores autênticos pedem acompanhamento à altura a que a carta de vinhos corresponde com variedade e sobriedade. E o remate final da refeição tem obrigatoriamente de passar por uma das sobremesas que nos ficam na memória: o cheesecake, o tríplice de chocolate ou as tartes caseiríssimas que vão sempre variando.

Nós: Ao realizarem workshops diversos, cujos produtos resultantes também contribuem para o bem-estar da sociedade, acabam por desempenhar um papel ativo na construção de uma sociedade mais equilibrada e mais feliz. Quais os projetos com intervenção direta na sociedade, que têm em vista para o ano de 2018?

V&M: Promovemos regularmente workshops relacionados com as 10 dicas para uma vida mais feliz, normalmente no sábado a tarde e abertos ao publico em geral. Depende de cada participante ter um papel ativo na sociedade e refletir sobre os assuntos abordados. Quem nos visita regularmente tem acesso a informação do movimento ‘action for happiness’ através de alguns elementos decorativos do nosso Espaço.

Nós: “Mente sã em corpo são” é sinal de uma vida mais equilibrada? Ou a mente pode enganar-nos sobre a realidade à nossa volta. Como desfazer essas perceções se são equívocos?

V&M: A nossa mente pode enganar-nos com frequência. Podemos, se assim o entendermos, estar mais atentos e fazermos escolhas melhores, a cada momento. Requer prática…

Nós: O que não te faz bem nunca te faz falta! Esta poderá ser uma das formas de libertação/desapego? O que nos impede de encontrar aquilo que é bom?

V&M: A pressa. Pouca atenção a pequenas coisas boas. A ilusão de que a felicidade mora nos bens que possuímos. Os hábitos que não se questionam.

Nós: Sentir gratidão e praticar solidariedade também é fazer parte de algo maior?

V&M: Sem dúvida! E é esse o caminho para a felicidade. Richard Davidson, neuropsicólogo americano, descreve de forma muito clara que o Bem-Estar é uma competência que se adquire com o treino e que assenta em quatro áreas principais: Resiliência, atenção plena, otimismo e generosidade.

Nós: Aprender o que se desconhece e ensinar o que se sabe, faz parte da nossa vida de aprendizagem?

V&M: A troca de experiências e de conhecimento são essenciais para sobrevivermos enquanto seres humanos. Não poderíamos fazer de outra maneira.

Nós: Considerando as 10 chaves de Dalai Lama para a felicidade, que são seguidas nas iniciativas dos Happy cafés, querem deixar algumas dicas/práticas, nas quais os nossos leitores se possam inspirar?

V&M: As 10 dicas não são de Dalai Lama. A autora do livro ’10 keys for happierliving’ é: Vanessa King: http://www.actionforhappiness.org/book

Estas 10 chaves, que poderiam ser menos ou mais, podem ser vividas, e principalmente notadas, no dia a dia, em coisas simples, como notar o cheiro de uma flor, olhar uma criança a sorrir ou dizer um bom dia. Não são precisas mudanças drásticas ou radicais. São coisas simples, mas não necessariamente fáceis. Requerem prática e precisam de ser genuínas para ser eficazes em cada um de nós. A página do Facebook dá muitas sugestões do que podemos experimentar e perceber o que cada uma dessas atividades nos faz sentir. Depois é com cada um…

  1. Relaciona-te com os outros
  2. Cuida do corpo
  3. Vive a vida em pleno
  4. Continua a aprender coisas novas
  5. Define objetivos a alcançar
  6. Encontra maneiras de superar
  7. Encontra aquilo que se é bom
  8. Aceita quem se é
  9. Faz parte de algo maior

Algumas perguntas individuais de pura curiosidade

1. Qual a cor que mais gosta na roupa pessoal?

  • Ana Rute – cinza (condiz com os cabelos brancos!)
  • Cristina Quadros – azuis
  • Marina Costa – azul

2. Saias e vestidos ou calças?

  • Ana Rute – um pouco dos 3!
  • Cristina Quadros – calças, alguns vestidos
  • Marina Costa – vestidos

3. Sapatos de salto alto, médios ou rasos?

  • Ana Rute – rasos e largos, joanetes assim o obrigam.
  • Cristina Quadros –  tudo a que tenho direito
  • Marina Costa – médios e rasos (cada vez mais rasos)

4. Vinho ou cerveja?

  • Ana Rute – vinho (tinto), de preferência com um bom petisco
  • Cristina Quadros – definitivamente tinto, nem gosto de cerveja.
  • Marina Costa – sempre vinho, de preferência tinto. Cerveja muito esporadicamente para “rever o sabor” e em alguns contextos

5. Café ou chá?

  • Ana Rute – chá e infusões
  • Cristina Quadros – mais infusões, mas sempre café.
  • Marina Costa – infusões

6. Qual a sua bebida preferida?

  • Ana Rute – água
  • Cristina Quadros – infusões com especiarias
  • Marina Costa – Gin

7. Qual o seu prato preferido?

  • Ana Rute – beringela, courgette e pimentos gratinados no forno
  • Cristina Quadros – gosto muito legumes assados e ovos
  • Marina Costa – não tenho prato preferido, gosto de saborear

8. Nas férias, praia ou campo?

  • Ana Rute – campo com rio ou mar
  • Cristina Quadros – campo
  • Marina Costa – mar por perto

9. Qual o livro que está a ler?

  • Ana Rute –The Ministry of Utmost Happiness
  • Cristina QuadrosThe emotional life of your brain
  • Marina Costa – O vendedor de sonhos

9. Qual o filme que ficou na memória?

  • Ana Rute – Forrest Gump
  • Cristina QuadrosLes uns et les outres
  • Marina Costa – Uma mente brilhante

10. Qual a figura pública atual que admira e a inspira?

  • Ana Rute – difícil…
  • Cristina Quadros – o nosso presidente, sem dúvida
  • Marina Costa – o Papa Francisco

11. O que a faz sorrir?

  • Ana Rute – os meus filhos
  • Cristina Quadros – sou de riso fácil – família, amigos, natureza, memórias…
  • Marina Costa – sentir que faço algo por alguém, pequenos gestos e atitudes bonitas. É dando que se recebe e isso faz-me sorrir

12. O que mais a irrita?

  • Ana Rute – a hipocrisia
  • Cristina Quadros – as minhas incoerências
  • Marina Costa – a falsidade e hipocrisia

13. Qual a viajem de sonho?

  • Ana Rute – África
  • Cristina Quadros – longa, longe, os cinco cá de casa
  • Marina Costa – América do sul

14. Para terminar, uma pergunta para as três Mulheres empreendedoras: Qual a chave para que 3 Mulheres distintas, tenham criado uma equipa e um projeto de sucesso?

V&M: Acreditar, perseverança, dedicação, confiança, respeito e um toque de ingenuidade.

Está na hora da despedida. O nosso agradecimento pela contribuição e inspiração para uma vida feliz, ficam aqui expressos. 4 beijinhos e abraços a 3 mulheres que ficámos a admirar!

V&M: Sintam-se retribuídas. Somos gente de afetos e os abraços fazem tão bem à saúde….

Gratas pela experiencia, pela reflexão que acabámos por ter de fazer.

E sabem que mais? gostaríamos de as ver por cá!

Conheça melhor o Volta&Meia – (as fotos publicadas foram retiradas do site).

Saiba mais sobre o movimento Action for Happiness em: actionforhapiness.org