Papel para que te quero!

Nascemos com um papel que convive e cresce connosco. Um papel, uma identidade, um registo, um boletim de vacinas e uma caixa de papelão para arquivo destes papéis. O papel na vida, o papel em números, o futuro das florestas.

Uma pessoa nasce e com ela nasce um papel que com ela convive e cresce. Um papel, uma identidade, um registo, um boletim de vacinas e uma caixa de papelão para arquivo destes papéis. Mais tarde, pega-se num lápis de cor e fazem-se riscos numa folha de papel branca! Sabemos que uma folha vazia não nos diz nada mas, se tiver riscos, tem significado, transmite uma mensagem e transmite conhecimento! Quando a representação no papel é insignificante, insuficiente e áspera, o que se espera é um papel amarrotado e deitado ao lixo! Um lixo cada vez mais específico e cheio de papel!  Imagina-se o seu destino quando recordamos da palavra reciclagem.

O papel na vida.

Todo o percurso de vida pessoal, académico e profissional é feito de papéis. Até um simples certificado ou uma certidão é-nos entregue em papel! Alguns diplomas têm cores de luxo e são timbrados de metais nobres como ouro e prata.

Para uma candidatura a um emprego submete-se, num envelope endereçado à morada do local, um conjunto de documentos “em papel”! Que serão duplicados em mais formulários em papel preenchidos pelo futuro trabalhador.

O papel em números.

Quando falamos em números conseguimos recordar as vezes em que uma fatura tem a segunda… terceira via e, em muitos serviços, além dos originais “em papel” há também o duplicado, o triplicado e cópias para ficarem arquivadas, em diferentes departamentos ou secções.

Os arquivistas sempre tiveram um papel fundamental para o bom funcionamento dos arquivos. Mas, muitas vezes, quando se consulta um arquivo, o trabalho de pesquisa é inglório se não existir uma boa catalogação.

Há, sem dúvida, arquivos de um valor incalculável pelas obras e documentos únicos que os constituem e que são um legado de sociedades anteriores. No entanto, referimo-nos aqui, aos arquivos comuns de papel numa era digital em que a sociedade caminha aceleradamente numa evolução tecnológica. Se desses arquivos comuns, dispuséssemos todos os papéis ao longo de um caminho, alcançavamos umas boas centenas, ou melhor, uns bons milhões de quilómetros neste planeta Terra.

Perguntas que se impõem.

Será que é necessário continuarmos a produzir toneladas de papel? Será fundamental guardarmos todos os papéis? Será que vale a pena manter estes arquivos para serem manuseados pelas futuras gerações?

Quem vai a entrar numa estação de metro e não recebe um folheto? Quem está junto ao balcão do café e não se depara com um molho de papéis de publicidade? Quem vai a locais de venda ao público, como as farmácias e outros, e não vê publicidade, dos produtos, em papel? Quem não se lembra dos editais das Juntas de Freguesia serem publicados nos placards espalhados pela região? Quem nunca comprou uma quantidade de jornais e revistas? Quem, numa conferência, não recolhe todos os folhetos e informações em papel, mesmo sabendo que não vai voltar a olhar nem a ler? Quantas pessoas recebem um papel ou um conjunto de papéis e deitam fora sem ler? Quantos serviços não há de venda e compra por catálogo em papel? Quantos post-its e blocos de apontamentos são utilizados ainda hoje?

Não gosto!

As revistas, os jornais, os convites, as cartas, os modelos de desenhos, os folhetos de publicidades, faturas e tantos outros, ainda circulam e se entregam em papel nos dias de hoje. Não gosto! Porquê?

Alguém descobriu uma tecnologia em que podemos aceder e partilhar “papéis” em formato eletrónico para nos facilitar e simplificar a vida. Vamos aceitar este mundo digital que é meu, que é teu e que é nosso e ensinar a potencializar as suas vantagens.

Entretanto, muitos de nós já iniciámos o nosso processo de poupança de espaço físico, quer nas nossas casas quer nos escritórios, e já não acumulamos papéis desnecessários numa gaveta ou numa caixa. No nosso computador e nos nossos dispositivos móveis, telemóvel ou tablet podemos aceder e guardar os nossos “papéis”.

O futuro das florestas e o nosso futuro.

Será que, um dia ainda neste tempo, alguém se vai lembrar de aumentar o perímetro de árvores para oxigenar as futuras gerações? Haverá outras soluções?

 

Verde – A cor da esperança!

A Terra de Esperança é uma iniciativa da Galp em parceria com a ANEFA – Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente, cujo propósito é não só reflorestar Portugal mas voltar a dar a cor da esperança, face à calamidade ocorrida neste verão.

Este movimento Terra de Esperança quer plantar 500 000 árvores oferecidas pela Galp, numa área superior à de 600 campos de futebol, com a ajuda de todos nós. Sabia que, no passado dia 23 de novembro, dia da floresta autóctone, aconteceu Ali, na Serra do Açor, com a ajuda preciosa de cerca de 600 voluntários, 7500 árvores serem plantadas em apenas um dia? Foi o pontapé de saída para esta grande iniciativa.

Aqui fica o convite e inscreva-se Ali para ser notificado da próxima ação ambiental e poder participar neste movimento. Não se esqueça quantos mais ajudarem nesta causa comum mais rapidamente a esperança regressa a todos nós e mais verde será o nosso país. Somos parte do todo.

Envolva-se e partilhe, seja solidário!

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