Nuno Confraria – Artista plástico

“… mantenho-me fiel ao meu estilo de trabalho e pintura e a minha obra “Opulência” segue obrigatoriamente estas diretrizes.”

O artista de quem temos vindo a partilhar alguma informação enquanto pessoa, a sua ligação à arte e as suas obras, tem agora um novo desafio pela frente na candidatura a Selo e Postal da República Portuguesa, com uma das suas obras criada para o efeito.

A candidatura a Selo e Postal da República Portuguesa surge através da proposta da Marca Costa Verde e Prata. 

Para sabermos mais sobre a obra de Nuno Confraria que compõe o postal nada melhor do que pedir ao autor que nos fale sobre o assunto.

linhas curved-2721816__340

Nós: Como surgiu este desafio de participação neste projeto? Tiveste dúvidas em aceitar ou foi uma decisão imediata?

Nuno Confraria: Tomei conhecimento da Art’Oeste 2017 pelas redes sociais e quando me inteirei do regulamento e do tema proposto não tive qualquer dúvida em participar. Gosto de desafios que estimulem a minha capacidade criativa.

ArteOeste

Nós: Como surgiu o tema e o título para o trabalho? Como te inspiraste para obter o resultado espantoso na obra que compõe o postal?

Nuno Confraria: “Oeste: Terra de Vinhedos e Mar” foi o tema proposto pela organização da Art’Oeste. Idealizei um trabalho representativo e abrangente do vasto e característico património da zona Oeste. “Opulência” como título serviu para reforçar esta ideia de riqueza retratada na obra.

Nós: Na obra vemos figuras que nos fazem lembrar que nós estivemos presentes, desde cedo, pelos “quatro cantos do mundo” conhecendo, absorvendo e trazendo para si alguma da cultura de outros povos. Foi esta ideia de um povo multicultural que, com uma costa extensa partiu à descoberta, fazendo-se presente por este mundo e trazendo novas oportunidades económicas, que esteve subjacente à obra que vemos nesta proposta de postal?

Nuno Confraria: Mais que multicultural considero o povo português multifuncional. Para além das atividades económicas do mar e da vinha respeitantes ao tema proposto, para o conjunto global da obra considerei outras particularidades da região Oeste tais como o Forte de São João Baptista, os Moinhos, o Hospital Termal das Caldas da Rainha, as Muralhas de Óbidos, o Sítio na Nazaré e o Jardim Buddha Eden.

Como resultado final do trabalho “Opulência” destaco uma harmonia de cores e formas num conjunto de fácil leitura e interpretação de todos os seus elementos.

OPULENCIOESTE

Nós: A tua obra “Opulência” foi escolhida pelos visitantes num circuito de 5 exposições que a Art’Oeste realizou em 2017. Qual a emoção sentida, ao saber que a tua obra era vencedora do primeiro prémio e por isso candidato a selo da república?

Nuno Confraria: É sempre com muita satisfação e sentimento de realização pessoal que recebo os diversos prémios que vou alcançando ao longo da minha carreira artística, no caso da Art’Oeste naturalmente que a emoção não foi diferente especialmente atendendo às grandes obras integrantes do circuito de exposições. Considero que todos estamos de parabéns, artistas e organização.

Quanto à candidatura de uma obra a selo da República é de facto uma honra enorme para qualquer artista e a sua projeção daí resultante, principalmente em caso de seleção por parte dos CTT, é indiscutivelmente grandiosa a vários níveis.

grupo de artistas

Nós: “como a obra de Nuno Confraria perdia definição como selo, passou a postal e a do Jorge Rebelo, a selo”.  Achas que foi um reverso ou antes uma oportunidade de divulgar arte como um bem coletivo precioso, unindo-se dois artistas num postal e num selo?

Nuno Confraria: Para mim não foi uma total surpresa a exclusão do meu trabalho por questões de ordem técnica do concurso dos CTT para selo, desde cedo tive a perceção que os diversos motivos da minha obra, quando reduzida à escala de selo, seriam praticamente impercetíveis nesta ordem de grandeza. Enquanto artista mantenho-me fiel ao meu estilo de trabalho e pintura e a minha obra “Opulência” segue obrigatoriamente estas diretrizes.

Tenho uma grande admiração e amizade pelo Jorge Rebelo, concordei de imediato que a sua obra substituísse a minha na candidatura a selo da República pelos CTT, seria de uma grande injustiça, tanto para a organização da Art’Oeste como para o Jorge, se recusasse a proposta dos CTT para esta candidatura conjunta.

Nuno e Jorge

Nós: Que parte te cabe a ti na promoção e divulgação da candidatura, ou quais os eventos que eventualmente estás convidado a participar, tendo em conta que os resultados da candidatura só serão divulgados em 2019?

Nuno Confraria: Todos os envolvidos na Art’Oeste têm revelado uma grande dinâmica e participação na popularização deste circuito de exposições e consequente candidatura aos CTT. Para além de eventos específicos, como a BTL 2018 ou feira na LX Factory dedicado à zona Oeste, estão programadas outras exposições, algumas já realizadas, com o propósito de difundir tanto a nível institucional como social, os objetivos da Art’Oeste na tentativa de aliar a Arte com a diversidade da região em causa.

Como vencedor da Art’Oeste 2017 considero a minha presença e participação nestes eventos e exposições, necessária e obrigatória no sentido de fortalecer todo o trabalho realizado em matéria de divulgação da Art’Oeste.

18491355_741198159395510_3605095613991735415_o

Consulte aqui a Galeria de Imagens de Obras de Nuno Confraria

Jorge Rebelo, artista plástico

“… imaginei que teria que haver Sol, cor, movimento, mar, desporto e vinho. Realizei a obra Surfinho totalmente imaginada e criada (como todos os meus surrealismos).”

Jorge Rebelo … mais um Artista plástico no Blogue

Sim, porque arte também é vida! Faz todo o sentido falar de artistas e da arte que está dentro das pessoas em proporções diferentes.

De regresso do projeto de candidatura a Selo e Postal da República Portuguesa sobre o tema “Oeste: terra de vinhedos e de mar” com o qual nos regozijamos pela promoção da arte e dos nossos artistas. As obras premiadas em primeiro e segundo lugar postal e selo, no âmbito do ciclo de exposições que a Art’Oeste realizou em 2017, são dos artistas Nuno Confraria e Jorge Rebelo. Hoje é sobre Jorge Rebelo como pessoa e como artista que aqui partilhamos uma entrevista escrita.

Nós: Jorge como gostaria de se apresentar a quem não o conhece? Não se importa de contar um pouco do seu trajeto pessoal e profissional na área que abraçou?

Jorge Rebelo: É obvio que gosto de me apresentar como Artista Plástico. Iniciei a aprendizagem da arte aos 14 anos, troquei o Liceu pela escola de Arte António Arroio, trabalhando em simultâneo no atelier do Artista Augusto Bertholo em Lisboa durante 11 anos, em 1977 concorri para a Secção de Pintura de Arte e Publicidade da C.C.F.Lisboa onde prestei os meus serviços artísticos durante 30 anos, os últimos 20 anos a Chefiar a Secção como Mestre, atualmente na reforma dedico-me exclusivamente à pintura de quadros” realismo e surrealismo “

Nós: Quando e como surgiu o gosto pela arte e em particular pela pintura?

Jorge Rebelo: O gosto pela arte surgiu passados 2 anos ( aos 16 ) quando comecei a notar que os meus Mestres me atribuíam trabalhos de responsabilidade, comecei a ter noção de que tinha algum valor artístico.

Nós: “A arte existe porque a vida não basta”, citação de um poeta brasileiro, Ferreira Gullar. Concorda?

Jorge Rebelo: Não, claro que à mais alem da arte, o meu percurso foi complementado com paraquedismo, musica, etc. etc.

Nós: A sua obra é muito rica em cor, para si a cor é um elemento fundamental na sua expressão como artista plástico que segue as correntes “realista e surrealista“? Quando e onde lhe surgem as melhores ideias?

Jorge Rebelo: Sim a cor é um elemento fundamental. No realismo não será necessário ter grandes ideias, o nome diz tudo (realismo) não tem criatividade o surrealismo sim é criar, é no meu surrealismo que me identifico, digo meu porque é um pouco diferente do que estamos habituados a ver, o meu não é melhor nem pior, é apenas diferente.

Nós: O que o fez apresentar a sua obra de arte “Surfinho” ao circuito itinerante da Bienal Art’Oeste 2017? Como foi que tudo começou? “o sol, o mar, o desporto e o vinho”

Jorge Rebelo: Tal como o titulo da exposição exigia, imaginei que teria que haver Sol, cor, movimento, mar, desporto e vinho. Realizei a obra Surfinho totalmente imaginada e criada (como todos os meus surrealismos)

Nós: “Surfinho” é neste momento candidato a selo da Republica, o que sentiu no momento em que esta oportunidade surgiu?

Jorge RebeloFiquei muito satisfeito com a escolha, um grande incentivo para a minha carreira artística.

Nós: De entre as suas obras realizadas, é a escolhida “Surfinho” que gostaria de ver como Selo da República Portuguesa?

IMG_8496

Jorge Rebelo: Sim totalmente de acordo com a escolha

Nós: Como encara a participação conjunta de dois artistas no projeto, considera ser uma oportunidade de divulgar arte como um bem coletivo precioso, unindo dois artistas e suas obras num postal e num selo sobre o tema “Oeste: terra de vinhedos e de mar”?

Jorge Rebelo: Claro, é um coletivo precioso.

Nós: Que parte lhe cabe na promoção e divulgação da candidatura, ou quais os eventos que eventualmente estás convidado a participar, tendo em conta que os resultados da candidatura só serão divulgados em 2019?

Jorge Rebelo: Mesmo sem saber o resultado da candidatura, estou ciente que tenho uma responsabilidade acrescida, tenho vários eventos a realizar o que nada altera a minha postura artística.

Nós: “Arte em movimento”, citação sua quando se refere às pinturas de publicidade artística nos carros elétricos e autocarros, que realizou. Sente que, de certa forma, a arte se liberta em movimento para ser facilmente encontrada?

Jorge Rebelo: Sim, de certa forma, a arte que era pintada nos veículos que circulavam pela cidade de Lisboa era muito apreciada pelos turistas, pelo que fiz a citação “Arte em movimento”, hoje não sei se teria o mesmo resultado, o conceito de Arte está muito dividido e confuso.

Jorge Rebelo
http://www.jorgerebelo.pt

Consulte aqui a galeria de imagens de obras de Jorge Rebelo.

Consulte aqui o Curriculum abreviado  de Jorge Rebelo.

 

O nosso apoio à candidatura a “Selo e Postal da República Portuguesa”

“Candidatura a Selo e Postal da República”, subordinada ao tema “Oeste: Terra de Vinhedos e de Mar”.

A arte é uma forma de expressão da nossa criatividade, através dela comunica-se com o outro, desencadeando sentimentos diversos de acordo com a perceção e vivencias de cada um.  A criatividade faz parte da vida e, em muitos de nós humanos, os sentimentos impulsionam na concretização de objetivos que se projetam para um futuro partilhado em sociedade.

Constatamos a existência de associações que trabalham para esse futuro partilhado, dando o seu contributo para uma sociedade que se quer mais feliz e saudável, numa interconexão na relação com os outros e com o que nos rodeia.

A Associação para a Cultura das Artes (Cultartis) que celebrou no passado dia 15 de abril o seu 11º aniversário e, a Associação Costa Verde e Prata iniciada em 2014, que constitui uma Marca e tem como principal objetivo difundir o Património Cultural da Região Oeste de Portugal, promovem a “Candidatura a Selo e Postal da República” subordinada ao tema “Oeste: Terra de Vinhedos e de Mar”. O Postal corresponde à obra “Opulência” do Artista Plástico Nuno Confraria, vencedor da Art’Oeste 2017 e o Selo a obra “Surfinho” classificado em 2.º lugar, do Artista Plástico Jorge Rebelo.

 

Saiba mais sobre este projeto no site Costa Verde e Prata