Memórias da minha câmara no interior do Museu Coleção Berardo

Fomos ao museu, esse lugar misterioso onde podemos apreciar obras e deixar que as nossas emoções fluam na medida em que olhamos cada uma e deixamos correr a nossa imaginação.

Linha, Forma e Cor

“Inventar o mundo – Aquilo que não vemos pode, mesmo assim, ser real.” Gerhard Richter

 

 

Obras da Coleção Berardo expostas no Museu   

Fomos ao museu, esse lugar misterioso onde podemos apreciar obras e deixar que as nossas emoções fluam na medida em que olhamos cada uma e deixamos correr a nossa imaginação. Encontrámos um conjunto de obras da Coleção Berardo, de artistas mestres na utilização das formas, das linhas e das cores. Apreciámos as fotografias a preto e branco, expostas que nos deixaram uma memória indelével das cenas retratadas. Fica aqui uma pequena reportagem do imenso que vimos.

A começar pelas cores que estão aqui e ali, à disposição do nosso olhar. As cores fascinam não só os nossos olhos mas também a nossa mente.

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Gostando mais de umas cores do que de outras, elas dão tonalidades ao nosso dia, mais sereno, mais alegre mais agitado, mais feliz, mais ….., uma infinidade de variações de tonalidades. Qual é a sua cor preferida?

O sapato no nosso pé

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Os sapatos que inspiram escritores e originam “contos de fada” como o conto da Cinderela que nos faz sonhar ao pensar na magia do sapatinho delicado e cintilante em seu pé.

A imponência da forma, das cores e dos desenhos

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Esta obra impõe-se à nossa vista pelo seu tamanho, pela forma, pelas cores e desenhos que nela observamos. Na medida em que caminhamos ao seu redor, com diversos pontos de vista nos seus diversos ângulos, apresentam-se diferentes cenários que remetem para imaginários distintos.

Continuando no reino das formas e cores

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Aos tombos entre as esquinas e os círculos, as cores despertam-nos!

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Que as cores prevaleçam sobre todo o espaço negro!

Que nada nos prenda física e mentalmente, que a liberdade seja uma realidade para todos!

Abram-se as portas e janelas a todas as mãos que precisam de ajuda e que anseiam por espaço e luz

A natureza e as árvores 

A admiração de quem contempla a natureza e as árvores com as suas formas originais de se mostrarem ao nosso olhar. 

A manter o equilíbrio

Manter o equilíbrio é fundamental ao artista que caminha sobre a corda e a todos nós ao longo do caminho que percorremos na vida.

 

A flutuar no espaço quais borboletas batendo asas

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A cultura popular baseada no “Efeito Borboleta” diz que o bater de asas de uma borboleta pode influenciar o curso natural das coisas.

Para saber mais sobre a exposição e os autores das obras que aqui apresentamos em fotografias tiradas no local visite o site do Museu Coleção Berardo

Olívia da Costa e a Marca Costa Verde e Prata

“Se todos puséssemos o que aprendemos à disposição do outro fazíamos deste planeta um lugar bem mais agradável de se viver.”

À conversa com Olívia Rodrigues da Costa, a Mulher e a Profissional que dirige e coordena a Marca – Costa Verde e Prata/ Silver and Green Coast- Património Cultural do Oeste, fala-nos de si e dos seus projetos pessoais e profissionais. 

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Nós: !!! Sou o que Sou. Sem deixar nunca de ser … quem Sou !!!, afirmação sua. Quem é a mulher Olívia da Costa?

Olívia da Costa: Uma mulher, católica, sonhadora, lutadora, independente, e que nunca desistiu do seu sonho – ser arquitecta – quando me perguntavam porquê? Eu simplesmente respondia: quero mudar o mundo. Apenas me esqueci que tinha que mudar primeiro o eu interior e depois sim olhar para os outros.

Mas voltando à pergunta, de nariz empinado, um pouco autoritária, para alguns um pouco “snobe”; que fala alto e ri ainda mais alto, não come em pratos de plástico, não gosta de sardinhas, come torradas de faca e garfo, corre de saltos altos, usa cabelo comprido e solto, batom e verniz vermelho, quase sempre.

Que não se importa com o que os outros dizem ou fazem, traça caminho, e deixa-os a falar segue em frente contornando os obstáculos. Para quem o Natal não é quando um homem quer se eu não faço anos todos os dias porque Jesus há-de fazer e a Páscoa é sagrada, para ser vivida em comunhão plena entre os homens e Deus.

Nunca abdiquei de mim!

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Nós: E as outras “Olívias” empresária, arquitecta, projectista e ainda Presidente da Costa Verde e Prata?

Olívia da Costa: Boa pergunta! Mas no fundo são toda uma só. Eu. É a premissa de ter nascido mulher.

Nós: Como consegue conciliar o seu dia com os seus vastos afazeres? Tem alguma receita milagrosa que queira partilhar?

Olívia da Costa: Apetece-me dizer que é complicado, mas não é. Mas também não é fácil. É necessário, organização, planeamento e ter uma boa agenda. Reconheço que tenho uma maneira muito particular de viver. Para mim não existe o sábado e domingo a semana tem 7 dias e o ano tem 366dias se for Bice isto; não faço compras ao sábado nem ao mês, nem me preocupo com as contas à exceção da minha cabeleireira Cristina Sousa, organizo a agenda doméstica ao ano. Por exemplo chega a dezembro e eu planeio o ano seguinte todo, eu sei que gasto tanto de água, luz,…., e coloco o valor numa conta e voilà o mesmo com a alimentação, eu sei que consumo tanto de arroz, massa,…e de seis em seis meses abasteço a despensa, a hortaliça, fruta aí passo numa frutaria e trago ou pela internet e entregam em casa. O que liberta fisicamente e mentalmente para o resto.

Embora agora esteja numa fase diferente e para a minha mãe fazer compras é uma maneira de sair casa.

Nós: Uma das suas grandes marcas é a promoção do Património Cultural da Região Oeste de Portugal. Desempenha uma atividade de grande relevância na sua promoção. Faz parte da sua identidade ou sente que é um papel importante enquanto cidadã do mundo, em particular da sua região, país?

Olívia da Costa: Foi por mero acaso. Não foi algo que eu quisesse mas que surgiu e quando dei conta não havia como voltar atrás. Até porque a região oeste era totalmente desconhecida para mim até ter ido trabalhar para o Bombarral. Acabou o contrato e toda feliz regressei a Lisboa, mas não houve volta a dar cada vez que atravessava o atlântico aterrava no oeste, qualquer trabalho que surgisse lá estava o oeste no caminho, até que percebi que posso ignorar os homens mas não Deus, e acabei a fazer da região oeste a minha casa. E a contribuir de alguma maneira com o meu nohow para o seu desenvolvimento. Se todos puséssemos o que aprendemos à disposição do outro fazíamos deste planeta um lugar bem mais agradável de se viver.

Nós: Quer apresentar a Marca Costa Verde e Prata? Como surge, quais os principais objetivos e quais os eventos e programas para 2018?

Olívia da Costa: Hoje é MARCA. De gestão privada, mas começou com um projeto de criação de uma Associação de Turismo Cultural para a Região Oeste em de 2014, vocacionada para a promoção do Turismo do Oeste. Depois de uma análise de mercado percebemos que não bastava ter os produtos turísticos, ou fazer publicidade, era necessário ir mais além. Criar o produto, coloca-lo no mercado e dinamiza-lo.

Agenda de 2018 conta com os seguintes eventos até final do ano:

  • Maio/junho – Museu do Ciclismo, Caldas da Rainha – CULTARTIS
  • Julho – Rua Agusta, Lisboa;
  • Agosto – Feira dos Frutos das Caldas da Rainha, Caldas da Rainha;
  • Setembro – está ainda em preparação podemos apenas avançar que vão ser em Lisboa e Caldas da Rainha;
  • Outubro – Galeria Baag, Lisboa;
  • Novembro – Adega Cooperativa da Aguardente da Lourinhã, Lourinhã;
  • Dezembro – Lançamento da Art’Oeste Internacional 2019

 

Nós: São vários os projectos turísticos em que a associação participou. Quer falar um pouco deles em geral, ou escolher um que lhe seja particularmente grato?

Olívia da Costa: Todos os projetos turísticos deixaram a sua marca e contribuíram para o seu desenvolvimento e posicionamento no mercado.

Mas os mais marcantes são sem dúvida:

  • Pé Ante Pé” Sunset – Caminhada Pedestre do Vinho e da Pera Rocha – Bombarral

https://issuu.com/oliviadacosta5/docs/um_dia_para_mais_tarde_recordar

  • Oeste Romântico – Lourinhã

https://issuu.com/oliviadacosta5/docs/folheto_-_oeste_romantico

  • Dia da Espiga – Bombarral

https://issuu.com/oliviadacosta5/docs/brochura_-_dia_da_espiga_-_2016

  • e sem duvida nenhuma a Art’Oeste 2017

https://issuu.com/oliviadacosta5/docs/merged

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Nós: Neste momento, sabemos que está empenhada no projeto da candidatura a “Selo e Postal da República Portuguesa”. Quer falar-nos do projeto, como surgiu a ideia como tudo se passou até ao momento e que ações futuras de divulgação estão previstas?

Olívia da Costa: Como promover a região oeste juntando várias valências e aproveitando o que já está feito.

A Frase: “Oeste: Terra de Vinhedos e de Mar” já existia agora como lhe dar vida, e ai surgiu o concurso de pintura, onde vários artistas pudessem interpretar o oeste e depois um júri escolhi de todos o mais representativo e esse seria sugerido para proposta de tema aos CTT. Mas colocava-se um problema eu nunca tinha organizado um concurso de pintura e não fazia ideia de como organiza-lo, até que alguém e lá está mais uma vez o Bombarral, porque foi lá que tudo começou, sugeriu a CULTARTIS e me deu o contato da Anunciação Gomes. Fizemos a parceria e colocamos mãos à obra e graças a Deus o resultado está à vista.

Vamos estar na Rua Augusta no início de julho com os vinhos da Região de Lisboa, em outubro na Galeria BAAG onde alguns artistas vão expor e aproveitamos para divulgar a candidatura, e encerramos as atividades na Lourinhã com a quinzena gastronómica da Aguardente da Lourinhã.

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Nós: Está envolvida em algum outro projeto que queira aproveitar para divulgar e informar como está ou estão a ser desenvolvidos?

Olívia da Costa: Neste momento tenho dois projetos em mãos para a região oeste e que vão ser lançados ainda este ano: a “Art’Oeste Internacional 2017”em parceria com a CULTARTIS e o “Gelo – Rota Etnográfica”.

Não quero adientar muito, mas desde já fica o convite para na altura do lançamento voltarmos a falar.

Nós: Convite aceite.