Hucilluc – Aqui e Ali –  A história de um ano

Um ano do Blogue Hucilluc, Aqui e Ali, liga-nos ao que nos rodeia – Gratas a todos os que, de alguma forma, contribuíram para a concretização de um sonho.

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Três mulheres e um blogue – O desassossego –

Era uma vez …, um certo descontentamento que pairava sobre 4 mulheres. Inquietando-as direcionou-as para um encontro numa esplanada de Lisboa.

Era um final de tarde quente num dia do mês de outubro, quando vindo daqui e dali, uma a uma foi chegando e se sentou. Cada uma trazia consigo uma experiência de vida própria, uma ansia de fazer algo de novo, algo inspirador.

Quem são estas mulheres? Assim nos definimos:

A Donna, dona do seu próprio destino, quer procurar e compartilhar ensinamentos para a transformação e desenvolvimento pessoal, a estudiosa Anna que quer abarcar e transmitir todo o conhecimento, a talentosa Bella tem o desígnio da arte e a Antonella é a idealista que acredita que o mundo é a nossa casa.”

Cabe aos nossos leitores dizer se nos revêm nos artigos que escrevemos e publicamos.

O Sonho

Ali, entre risos e petiscos a conversa e as ideias fluíram e logo se brindou ao nascimento de um blogue. O que fazer? Que temas abordar? Que público atingir? Que plataforma utilizar? As dúvidas eram muitas e o conhecimento do mundo dos blogues muito limitado. Mas, mulheres decididas a dar asas à sua criatividade são imparáveis, não há dificuldade que não se ultrapasse, desafio que não se vença cada uma fazendo o que de melhor sabe fazer.

A partida

Compromissos pessoais e profissionais levaram uma das 4 a afastar-se desta aventura. Ficámos 3, que desdobrando-se em trabalhos inventando tempo que parecia não existir, deram vida ao blogue sempre com o compromisso de partilhar o que mais as inspira.

As voltas da Vida

Durante este percurso, momentos houve que outra de nós, assoberbada por responsabilidades profissionais que a vida lhe impôs, teve de se afastar. Agora feito um ano, somos novamente 3.

Brindando a um ano de existência

Fazemos um ano de existência e brindamos à vida! Durante um ano trabalhamos, aprendemos, descobrimos talentos que não imaginávamos ter, convivemos, partilhamos pedaços de vida, consolidamos uma amizade que fica para o resto da vida.

Desta experiência de um ano de blogue, o que mais nos gratificou foi, sem dúvida, a descoberta de pessoas e projetos ímpares.

O sonho continua

Mulheres inquietas, sonhadoras e decididas não vão ficar por aqui. Queremos fazer mais e melhor, queremos evoluir e levar aos nossos leitores atuais e futuros, novos formatos de partilha de projetos.

O agradecimento

Aos amigos reais e virtuais que fomos encontrando e que nos têm vindo a apoiar nesta nossa aventura, sendo nossos seguidores e, muito em especial, aos que aceitaram o desafio de partilharem através do blogue, talentos, experiências de vida enriquecedoras e projetos ímpares, aqui expressamos a nossa gratidão.

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Os nossos amigos, ficámos a conhece-los pelo nome:

Um brinde e votos de muitos sucessos para todos, continuaremos a “ver-nos” por aqui!

A nova Faculdade de Economia da Nova!

Hucilluc foi “olhar” este lugar único que dá vida a uma universidade, a Nova SBE

A 29 de setembro foi inaugurado com “pompa e circunstância” o “campus” de Carcavelos, em Cascais, a nova Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa – a Nova School of Business and Economics (Nova SBE).

Um projeto que contou com alguns anos de existência e só foi possível a sua concretização com a realização de uma colossal campanha de angariação de fundos que permitiram financiar a edificação da Nova SBE.

Foi largamente noticiada pela comunicação social a cerimónia de inauguração que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entre outros convidados ilustres do mundo político, académico e económico, tendo condecorado a Nova SBE com o título de membro honorário da Ordem da Instrução Pública.

Este foi o slogan com que o presidente da Câmara de Cascais concluiu a sua intervenção “Viva a Nova SBE, viva Carcavelos, viva Cascais, viva Portugal”.

A equipa hucilluc no dia seguinte respondeu à chamada e compareceu no local para “olhar” este lugar único que dá vida a esta universidade, com 46 mil metros quadrados. Grande confusão instalada – camiões a carregar material, uma quantidade imensa de trabalhadores a retirar “lixos”, outros ainda nos acabamentos, muita mas mesmo muita coisa ainda por fazer. Entramos mas o segurança avisou que não estava aberto ao público, só na próxima segunda-feira, e que só se podia tirar fotos da parte exterior. Compreensivamente foi o que fizemos, estavam no rescaldo da cerimónia.

É muito comum ver inaugurações com obras inacabadas. Na verdade a Nova SBE já entrou em funcionamento e como se pode comprovar no local as residências já estão ocupadas com os novos alunos. Mas ainda assim os terrenos limítrofes só tem “terra e pó” e algumas máquinas aí instaladas.

Não queremos ser pessimistas e muito menos alarmistas mas gostaríamos de ter visto uma outra dinâmica – uma Nova SBE em pleno funcionamento mais limpa, mais verde e com os vários espaços que a seu tempo ficarão, sem dúvida, devidamente compostos e acabados – um espaço excecional e moderno.

Ainda assim, congratulamo-nos com este projeto e parabenizamos todos os seus benfeitores que tiveram a audácia de acreditar no mesmo.

 

 

 

 

Et voilá, é uma escola que não parece, foge ao tradicional, está aberta à comunidade em geral e quem lá estuda ou trabalha pode receber as boas energias do mar ali tão próximo, já que goza de vistas privilegiadas sobre o mesmo.

Bom trabalho, boa investigação e bom lazer!!

O “Energy Observer” continua a sua odisseia

O rio Tejo deixa de ter o catamarã Energy Observer que segue a sua odisseia pelo mundo até 2022.

Continuando a sua viagem pelo mundo levando mensagens positivas e inspiradoras na senda de preservação do meio ambiente e da vida na Terra, o Energy Oserver partiu de Lisboa.

Uma viagem à volta do mundo, que nos faz recordar a história de Portugal tão ligada ao mar, aos descobrimentos marítimos e à primeira viagem de circum-navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães, embora ao serviço do rei de Espanha. Em maio de 2018, celebrou-se o V centenário deste acontecimento. Fernão de Magalhães foi o primeiro europeu a atravessar o estreito entre os oceanos Atlântico e Pacífico, a sul da América do Sul, que viria a ficar conhecido pelo seu apelido, morreu nas Filipinas, em 1521, pelo que a viagem foi concluída pelo navegador espanhol Juan Sebastián Elcano.

Como escreveu o nosso grande poeta Luis de Camões em “Os Lusiadas”: “Por mares nunca de antes navegados; … Por vias nunca usadas; … Novos mundos ao mundo irão mostrando;” Portugal desempenhou, no passado, um papel inegável na promoção do conhecimento, é agora chegado o momento de agir, de contribuir para uma sociedade mais equilibrada e com maior bem-estar para todos, em particular na área da sustentabilidade ambiental do planeta Terra que é a nossa casa, o suporte da vida.

Congratulamo-nos por Lisboa ter recebido o Energy Observer e esperamos vivamente que a mensagem de necessidade de preservação do ambiente e a procura soluções para a transição energética ecológica faça parte das prioridades dos decisores mundiais.

Entre outros apoios, este projeto conta com o da Toyota Motor Europe, que tem tido um papel muito relevante na construção de carros elétricos e na tecnologia de hidrogénio com zero emissões. Tendo sido pioneira com o Toyota Mirai – o primeiro automóvel usando uma pilha de combustível de produção em série no mundo, continua apostando na realização de testes para garantir que o hidrogénio pode funcionar como uma alternativa viável ao combustível tradicional.

O rio Tejo deixa de ter o catamarã Energy Observer que vai continuar a sua odisseia pelo mundo até 2022. Uma aventura que começou em 2017, ao todo passa por 50 países, Portugal incluído, e irá fazer 101 escalas. Obrigada tripulação pelo excelente trabalho! Que as vossas e igualmente nossas aspirações se concretizem – que um dia todas as nossas cidades e casas funcionem como o Energy Observer. Afinal, os dois primeiros comboios movidos a hidrogénio já estão a operar, começaram a circular nesta segunda quinzena de setembro no norte da Alemanha. Tudo é possível!

Boa viagem e bom trabalho!

Odisseia no mar num catamarã transformado!

Chegou a Lisboa um barco muito especial o Energy Observer!

Uma grande aventura vivida numa embarcação movida a hidrogénio de forma autónoma, a propulsão elétrica do futuro, sem emissões CO2 e sem ruído e que pretende dar a volta ao mundo. Entrem nesta aventura e “leiam” o futuro da sociedade – uma sociedade de hidrogénio e/ou sem combustíveis fósseis. Será viável? Haverá uma infinidade de possibilidades ainda por explorar?

Chegou a Lisboa um barco muito especial o Energy Observer!  Numa “Odisseia para o Futuro” encontra-se em viagem durante 6 anos entre 2017 e 2022, conduzida por Victorien Erussard e Jerôme Delafosse. Dois homens sobre quem podemos questionar se serão visionários ou realistas num mundo que necessita de mudança significativas a favor do ambiente? São sem dúvida Homens ímpares!

Este barco encontra-se atracado no cais das colunas em Lisboa, é o primeiro barco “verde”, movido a hidrogénio obtido a partir das águas do mar, com uma combinação de energias renováveis, completamente isento de emissão de gases e partículas poluentes.

A este propósito lembramos o recente discurso de António Guterres, secretário-geral da ONU, sobre as consequências desastrosas para a humanidade e para os sistemas que suportam a vida, devido às mudanças climáticas que estamos a provocar com o aumento da poluição, efeito de estufa etc. Entre outras, salientamos a afirmação de que: “É imperativo que a sociedade civil – jovens, grupos de mulheres, setor privado, comunidades religiosas, cientistas e movimentos ecologistas em todo o mundo — reclamem a prestação de contas aos dirigentes”.

Este sentimento de urgência no compromisso com o ambiente, tem de ser uma preocupação diária de todos, mas fundamentalmente dos decisores a nível mundial. Desta forma, não se entende o interesse de Portugal na aposta da prospeção e exploração de combustíveis fósseis em detrimento do investimento em energias renováveis e nas tecnologias que as permitam utilizar de forma eficiente e massiva.

Pensando nestas questões ambientais, económicas e sociais, as amigas do blogue, curiosas e comprometidas com o que nos rodeia, foram espreitar a exposição gratuita, na Doca da Marinha, mesmo em frente ao Campo das Cebolas, que se encontra aberta ao público.

Fomos recebidas por 3 simpáticos jovens, a Rita, o Afonso e o Diogo que nos fizeram uma visita guiada à exposição durante a qual nos explicaram pormenorizadamente como funciona o barco, como se recolhe e processa a energia tendo por base o hidrogénio retirado da água do mar depois de dessalinizada, a recolha de energia solar otimizada através de painéis solares de tipos diferentes, simples ou dupla face, que revestem a embarcação e a experiência, que se encontra em curso, de recolha de energia eólica, etc.

Tivemos, assim, a oportunidade de conhecer com detalhe todo o projeto, mas isso não vamos revelar aqui para que seja uma experiência e descoberta a viver no local da exposição. O Barco não está visitável ao público, é um laboratório de pesquisa técnica constante e casa da tripulação, mas durante a visita terá uma experiência virtual que lhe mostra o que é estar a bordo deste barco muito especial.

Por tudo isto, até dia 30 de setembro visite a exposição e assista aqui à nossa reportagem em vídeo, resultante da visita.

 

Saiba mais sobre esta Odisseia no site do projeto Energy Observer

Consulte também o site da Câmara Municipal de Lisboa