A primavera e obra de Nuno Confraria

Marcamos o início da primavera elegendo uma obra de Nuno Confraria
“Primavera”.

Marcamos o início da primavera elegendo uma obra de Nuno Confraria intitulada “Primavera”.

Até ao dia 23 de março, pode admirar a exposição de pintura deste artista, no Jardim interior do Hospital da Luz em Lisboa.

Brindamos à primavera que traz a renovação colorida da esperança e da alegria! Brindamos ao artista Nuno Confraria e à sua obra que nos proporciona uma experiência visual e emotiva na combinação harmoniosa das formas e das cores.

Reconhecemos no nosso amigo, a criatividade particular de um artista que põe nas suas obras o caráter forte e a gentileza da alma humana que o caracterizam.  Na exposição, podem ver-se obras criadas no percurso de descoberta do seu talento como artista plástico. Utilizando um estilo figurativo e o cubismo, com o uso das formas geométricas vemos traduzidas vivências emotivas e de labuta quotidiana, num resultado ímpar.

Ficamos orgulhosas do nosso amigo, um artista em franca projeção que tem visto reconhecido o seu talento com vários prémios conquistados.

Selecionamos duas outras obras que aqui apresentamos em imagem e que ilustram bem o seu trabalho artístico.

Sobre o artista, pode ler a entrevista publicada e uma galeria de imagens

The Mandala House

 

Á conversa com … Inês De Barros Baptista!

Entre outros temas falámos da “Mandala House”, uma casa onde vivi, cresci, me tornei adulta e tive a oportunidade de visitar recentemente com a minha filha e me transportou para um passado que me fazia falta ao coração – recordar é viver, e foi isso que fizemos as três, a IBB, a C. e a I. Foi desta forma que a IBB assinalou no FB a nossa visita:

“antes de a ter comprado, em 2003, a casa pertencia à dona B. comprei-a à filha, a C., já depois de a dona B. ter morrido.

há uns tempos, reencontrei a C., aqui no FB, e desde aí temos mantido o contacto. 

hoje, a I., filha da C., faz anos. e pediram-me se poderiam visitar a casa, onde a C. viveu durante muitos anos e onde a I. costumava passar muito tempo, quando era pequena, e onde chegou a brincar várias vezes com a minha filha F. 

depois de lhes ter aberto a porta e de uma breve conversa, deixei-as ficar à vontade. a respirar o espaço que foi o delas um dia e a partilhar as memórias que ali ficaram gravadas”

Obrigada IBB!

Atualmente, além de ser uma casa onde Inês De Barros Baptista recebe pessoas, organiza festas e eventos, funciona também como uma espécie de galeria onde a própria expõe os seus trabalhos – que estão disponíveis para venda, no caso de os hóspedes os quererem adquirir. Os resultados têm sido fantásticos, segundo a IBB.

Aqui fica o registo de algumas imagens da “Mandala House“, um espaço a visitar.

Mandala House -ExteriorMandala House - Interior

Mandal’ Arte

Á conversa com

As mandalas de Inês De Barros Baptista! Aqui pode ver imagens ilustrativas de rara beleza  produzidas com arte e com fins bem distintos:

  • A  decorativa – decoração de festas e eventos
  • A  de partilha – construção de mandalas colectivas em espaços públicos.
  • A  terapêutica – a realização de uma mandala ajuda a harmonizar tensões e a equilibrar emoções
  • Mandalma – “mandalas com alma, com cor, co-criadas no coração, centradas no Céu e nas estrelas, seguindo a rota que os astros apontam e espelhando o Fogo, a Terra, o Ar e a Água que existem em cada Ser” (mandalas astrológicas personalizadas)

Mandalma_1

“150 milhões de escravos” em cena no Teatro da Trindade De 11 a 28 de janeiro 2018

A Força do título! Pergunta que se impõe – de que se trata? É inequívoca a importância que esta peça em cena no Teatro da Trindade, em Lisboa, assume ao denunciar que “150 milhões é o número de menores que, segundo a Amnistia Internacional, são hoje vítimas de trabalho infantil”. Esta foi a epígrafe para a Maria João Luís criar este espetáculo e revelar esta verdade, esta realidade, que todos nós conhecemos, que faz de nós cúmplices, mesmo que inconscientemente.

No seu portal de notícias o Inatel refere citando Maria João Luís que:

“A ideia de trabalhar o neorrealismo nasce de uma vontade minha, pois tendo sido nascida e criada na lezíria ribatejana, conheci bem de perto os protagonistas das obras de Soeiro e Redol. Passados muitos anos, senti a necessidade de “voltar à terra”, à minha infância e adolescência. Ao mesmo tempo, nessa viagem de retorno cruzei-me com este que foi o movimento neorrealista português – A luta dos pobres. As gentes da lezíria, os operários da fábrica em Alhandra, os avieiros, os esteiros, os telhais, os campinos, os capatazes, os latifundiários, os ciganos, etc.; uma comunidade socialmente rica e digna de análise, como o fizeram tão bem Soeiro Pereira Gomes e Alves Redol (Alhandra e Vila franca de Xira). Em Almada, começámos esta viagem pelo neorrealismo com “O Cravo Espanhol” de Romeu Correia, que levámos a Ponte de Sor, Castro Verde, Setúbal, Alverca, Seixal e Leiria; passamos em “Gândara” de Carlos de Oliveira e o seu “Finisterra” e acabamos em ​Alhandra nos telhais dos “Esteiros” de Soeiro Pereira Gomes. A adaptação pretende trazer esta obra para a contemporaneidade, transportando as crianças trabalhadoras dos telhais e jovens operários para os dias de hoje. Quem são hoje os filhos dos homens que nunca foram meninos?”

Aceitemos recordar, nós Homens dos dias de hoje, a dedicatória que Soeiro Pereira Gomes deixa no seu livro: “Para os filhos dos homens que nunca foram meninos, escrevi este livro.

Vá (ainda vai a tempo) e tome consciência desta dura realidade, deste drama que ainda existe “HOJE”, da sua cumplicidade, saia da sua zona de conforto, porque como a atriz referiu, “enquanto o nosso conforto lá estiver, nós quase não pensamos nisso”.