A Escola – Um restaurante com história própria!

A Escola não só é o nosso lugar de aprendizagem e de consolidação de conhecimentos, mas também das nossas refeições.

Na Minha Escola

Na escola primária de Cachopos, já em setembro de 1952 se tirava a fotografia dos alunos com a Professora da primária. Esta Senhora Professora que nos ensinou as primeiras letras, que na sala de aula e na rua nos educou e ajudou a crescer. Para muitas crianças portuguesas, teve o papel de mãe, de avó e, desta forma, contribuiu para o crescimento individual e social.

Não só esta Senhora mas também o papel que desempenhou na nossa aprendizagem e no nosso crescimento constitui uma recordação. Também o espaço onde estivemos horas seguidas a aprender as lições escolares e a aprender a estar com os outros são memórias que se mantêm vivas.

Havia regras, educação, respeito, reguadas e sabedoria para toda a vida.

À volta da escola ainda se sente a alegria de um recreio. Este espaço permitia os jogos da macaca, do berlinde, do futebol, da malha, do fito, andar de baloiço e muita corrida à volta da nossa escola! Agora é um local silencioso de vozes e risadas de crianças, um local para se estar e para apreciar a beleza envolvente.

O que outrora era um lugar de culto à educação, é agora um lugar para saborear as deliciosas refeições servidas com delicadeza e bom trato ao cliente que se sente um aprendiz com os versos que decoram a sala!

As famílias agradecem este cantinho que nos leva a recordar os nossos antepassados. As mesas, as cadeiras, o quadro, o giz, o apagador… as palavras sábias e os comportamentos corretos e exemplares!

No final de uma refeição oferecem ao cliente um licor de bolota servido numa abóbora cabaça! Um toque de natureza que nos apraz de sabor! E a batata doce com açúcar e canela também é uma oferta para acompanhar com o café! Quem não gosta de ser cliente onde quem nos serve nos trata com desvelo e se percebe nas atitudes os valores que nos fazem recordar a nossa escola primária!

Restaurante A Escola

Hábitos de vida – “Comer para ser Feliz”!

Um dia de férias no início do ano em companhia da filha, dia de dar um passeio ao longo da costa do Guincho. Sempre que posso tenho por hábito dar um passeio para contemplar o mar, a areia e o sol a brilhar. De repente o tempo cinzento surge, olho para o céu e lá estão elas, as nuvens carregadas, como que a avisar está na hora de procurares outras paragens mais acolhedoras.

O tempo a pregar as suas partidas, como que a dizer vai, vai… O que fazer? O relógio do estômago indica que está na hora da paparoca. Estamos na zona do Guincho, onde ir? Ultimamente tenho abusado da “boca” e o estômago está queixoso. Lá dizia Hipócrates, o “pai da medicina ocidental” – Que seu remédio seja seu alimento! Logo uma alimentação equilibrada e saudável precisa-se.

De repente lembrei-me de uma conversa com uma amiga intolerante à lactose e que sofria de azia, refluxo e algumas cólicas, – não quero sentir-me assim não obrigada – e que me falou de um restaurante, o The Cru: Organic, Raw & Healthy Food, cujo lema é “Comer para Ser Feliz”, onde tudo era 100% saudável, só menus biológicos, 100% sem glúten, 100% sem lactose e 100% sem açúcar. E ainda tem uma mercearia especializada em produtos biológicos integrada no espaço, para além do take away, disse-me ela.

A minha curiosidade aliada à crescente vontade de comer justificava a minha ida até lá e experimentar coisas novas. Desafiei a filha com o mote a alimentação é tão importante quanto o ar que respiramos e partimos à descoberta, na expetativa de uma experiência agradável, rumo ao conceito de “fast food biológica”.

Comer para ser feliz, foi o que fizemos e nos sentimos, num ambiente acolhedor e simpático, com uma decoração simples mas bem elucidativa da mensagem que querem transmitir a quem por razões de saúde, ou por mera curiosidade, ou ainda por opção de vida, quer ou tem de mudar de hábitos e comportamentos alimentares.

Boa decisão. Vamos lá voltar, sem dúvida a repetir. Ficam aqui algumas fotos do que comemos, parece e é mesmo uma delícia!

A nossa escolha foi:

  • Creme de cenoura, nabo e coentros
  • Sumo de maça e acelga
  • Empadão de batata-doce c/legumes e acelga salteada
  • Pataniscas de bacalhau de batata-doce

 menu the cru

Um bar a visitar

O bar Red Frog na rua do Salitre em Lisboa, segue o conceito dos bares de Speakeasy

Os bares Speakeasy e com um bom ambiente são, muitas vezes, difíceis de encontrar. A porta de entrada em muitos destes bares, não passa de uma porta simples com muito pouca sinalização para ser identificada como pertencente a um destes bares. Nós conhecemos este incrível bar o Red Frog, na rua do Salitre em Lisboa, que lhe recomendamos numa saída com amigos ou com alguém especial para si. Cumprindo a tradição, a porta deste bar é muito discreta. Para entrar tem de tocar à campainha.

Deixe-se transportar para os anos em que Al Capone dominava, mantenha um espirito boémio e entre para a sala “secreta” através de uma “parede” carregando num botão. A decoração tem acabamentos em madeira e segue o estilo dos anos 20. Admire as fotografias de alguns músicos famosos que já passaram por ali. Os sapos vermelhos (red frog) também fazem parte da decoração. É um bar onde pode ouvir música ao vivo destacando-se o jaz e o swing, em ambiente muito acolhedor e elegante. Os coktails são surpreendentes, feitos com muita criatividade e mestria por um barmen que é considerado um dos melhores do mundo.

O Red Frog, com conceito de speakeasy, tem conquistado diversos prémios. Em 2017 o foi classificado no 92º lugar nos melhores bares do mundo na lista “The World’s 50 Best Bars”.

Apresentamos uma galeria de fotos retiradas da página do facebook do Red Frog em: https://www.facebook.com/redfrogspeakeasy/

Red frog3

 

 

 

Para melhor situarmos na história, este conceito de bar, leia Aqui algumas notas sobre a época da Lei seca e sobre o Red frog um sapo que habita a América Central e do Sul.

A Lei Seca, algumas notas.

Durante os anos 20 e início dos anos 30, para combater o abuso do consumo de álcool, alguma pobreza e insegurança que reinava nos Estados Unidos, foi decretada a proibição do fabrico, transporte e comercialização do álcool, por uma lei designada por Lei Seca.

O efeito desta proibição foi contrário ao objetivo, logo apareceu o comércio e consumo ilegal de bebidas, e máfias dominaram este comércio. Al Capone, em Chicago, montou grandes esquemas que muito lucravam com o consumo ilegal.

Para disfarçar o consumo perante a polícia, eram criados bares designados por “speakeasy” instalados em caves subterrâneas. Estes bares que tinham grandes lucros tornaram-se numerosos e populares, tornou-se uma característica da cultura americana durante esse período. Para aumentar o lucro, a qualidade do álcool vendido no speakeasy era, muitas vezes, duvidosa e para disfarçar o paladar agressivo de algumas bebidas começaram a fazer-se misturas na forma de cocktails.

Era utilizada a frase “speak softly shop”  para designar “casa de contrabandistas”.  Com o passar do tempo a designação de “speakeasy” tornou-se um nome comum para descrever um bar para tomar uma bebida.

O pequeno Sapo vermelho

Red Frog, um sapo que habita a América Central e do Sul É um sapo muito pequeno, com apenas 2 ou 3 centímetros de comprimento que emite um som semelhante aos dos grilos, nas florestas húmidas do Panamá. A maioria destes animais brilhantemente coloridos de vermelho, azul e com manchas pretas, são venenosos. Pertencem a uma grande família de sapos venenosos encontrados apenas na América Central e do Sul, chamados “dendrobatidos”. Os sapos vermelhos são os machos que, desta forma, atraem uma companheira.

Sapo

Bora-Bora e Pavilhão Chinês, bares com história

Bares com história em Lisboa

Nas noites frias e/ou chuvosas de inverno em que não é tão apelativo deambular pelas ruas e quer passar uns momentos com amigos num ambiente diferente, visite alguns dos bares mais históricos de Lisboa.

Entre outros, há quatro bares ímpares e históricos para apreciar e visitar em Lisboa, o Procópio, a Paródia, Fox Trot e o Pavilhão Chinês. Nasceram da imaginação e foram decorados de forma muito original, segundo uma paixão por coleções de antiguidades específicas, de Luís Pinto Coelho que morreu em 2012.

Hoje vamos partilhar memórias de noites divertidas em bares com fascínio e que ainda hoje possuem encanto como sejam o Bora-Bora e o Pavilhão Chinês. São Bares que continuam a encantar com a utilização de objetos decorativos, repletos de sentimentos e certamente cheios de significado para quem os adquiriu, formando um ambiente inusitado, a que se pode chamar de ambiente kitsch. Será que é este ambiente ao mesmo tempo original, acolhedor e divertido que determina a longevidade destes bares?

Nos nossos leitores há, com certeza, quem se recorde, de saídas animadas e despreocupadas com os colegas e amigos dos tempos da faculdade, ao exótico Bora-Bora na Alameda, que surgiu em 1982 e fazia furor com os cocktails servidos em originais copos com caras que deitavam fumo e que pretendiam direccionar a nossa imaginação e sentidos para as terras da Polinésia.

Atreva-se a experimentar deixando-se levar pelo ambiente envolvente e tenha uma noite divertida, prove os cocktails com palhinhas gigantes, admire os copos de loiça com caras surpreendentes ou ananases.

Escolha também passar pelo Pavilhão Chinês na Rua D. Pedro V, cuja abertura remonta ao final dos anos 80, e verá que se sente envolver numa atmosfera intimista e com um requinte original. Continuamos com uma decoração das salas onde predominam os objetos de coleção desde quadros, a bonecos em miniatura, medalhas, artefactos militares, incluindo peças de Bordalo Pinheiro. A utilização dos inúmeros objetos torna o espaço único. Percorra todo o bar e admire todas as coleções e objetos aí expostos e, não deixe de se deliciar com um cocktail.

As imagens apresentadas foram retiradas das páginas do facebook dos respetivos bares

Fotos da página do facebook do Bar Bora-Bora:

 

Fotos de Jochen Hirschfeld, publicadas na página do facebook do Pavilhão Chinês: