“Silêncio na Era do Ruído”

«Não se trata de virar as costas ao que nos rodeia, mas de ver o mundo de uma forma mais clara».

Recentemente, li o livro de Erling Kagge – “Silêncio na Era do Ruído”. Um livro com uma escrita muito pessoal entre o meditativo e o prático, que nos envolve, nos prende a atenção com muita facilidade e nos leva a uma meditação que se prolonga muito para além da leitura. É um livro que recomendamos vivamente a todos os que buscam um crescimento interior e comprometido.

Erling Kagge, foi o primeiro homem a atingir, a pé, os “três polos–Polo Norte, Polo Sul e o Evereste”. Neste livro descreve os seus percursos pela Terra, as suas vivências e o encontro com o silêncio.

«Não se trata de virar as costas ao que nos rodeia, mas de ver o mundo de uma forma mais clara».

“Quando comecei a escrever o livro, estava a pensar no silêncio dos lugares sossegados. Mas depois fiquei mais interessado no silêncio interior, em nos conhecermos a nós próprios, em nos explorarmos a nós próprios. Esse silencio é diferente”.

Erling Kagge

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A experiência transmitida nas páginas deste livro fez-me parar para pensar sobre a importância do silêncio, principalmente nos dias de hoje que vivemos agitados, solicitados por inúmeros compromissos que nos chegam pelas várias vias que as tecnologias permitem, bombardeados com informações a todo o instante, perdidos no transito entre a casa o emprego e outros locais aos quais temos de nos deslocar, a que acrescem as responsabilidades familiares o tempo para os amigos pois somos seres sociais e, o tempo só para nós …

Com tanta agitação, é fácil esquecermo-nos da tarefa mais importante: cuidar de nós e explorar o nosso “eu” interior em harmonia com o que nos rodeia!

O mundo, em si mesmo, é dinâmico e, nós humanos, vivemos em constante transformação física e psíquica, atravessamos ciclos constituídos por crises económicas e financeiras. Como podemos aprender a chegar à tão desejada qualidade de vida, conseguindo a tranquilidade mesmo em meios e em tempos agitados em que vivemos?

Ficam aqui alguns excertos, para mim foram muito significativos, para que busque, aprenda e conheça a importância do silêncio. Começo por apresentar as três questões que são colocadas e que o podem guiar na sua reflexão:

  1. O que é o silêncio?
  2. Onde pode ser encontrado?
  3. Por que razão é mais importante do que nunca?

No livro, Erling Kagge, procura dar-nos as respostas com base na sua prática vivida.

Descreve as suas experiências enquanto explorador e aventureiro e fala-nos sobre a necessidade de estarmos em paz com nós próprios, da capacidade de nos interrogarmos que considera uma das formas mais puras de alegria, do luxo que é o silêncio um género de felicidade a que muita pouca gente tem acesso, de momentos que podem parecer eternidade, mas o mais importante “não é aquilo em que acredito, mas que cada um de nós descubra a sua própria vida.”

Silêncio

Vivendo a evolução tecnológica

Sou do tempo em que não existia a Internet nem qualquer outra tecnologia tal como a conhecemos nos dias de hoje. Como era possível viver sem o acesso constante à informação, à comunicação instantânea a todas a facilidades introduzidas pela tecnologia?

“Sou mulher e vivi intensamente, no meu percurso pessoal e profissional, toda a transição inerente ao despontar de um novo paradigma na sociedade introduzido, em larga escala, pela tecnologia. Foram muitas as peripécias inerentes à aprendizagem das novas ferramentas tecnológicas e à necessidade de afirmação, na minha condição de mulher capaz de enfrentar os desafios e que formaram o meu modo de pensar e de agir como ser humano e como mulher.

O repto que deixo para as jovens mulheres de hoje, é que nunca esmoreçam nem abdiquem da sua liberdade de escolha de uma profissão independentemente de ser “tradicionalmente” conotada como adequada ao sexo masculino. Na área das TIC também podemos fazer refletir a nossa criatividade e a nossa sensibilidade feminina.”

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Pertenço a uma geração que viveu o despontar das tecnologias no mundo do trabalho e no dia a dia.

Sou do tempo em que a máquina de calcular, acessível aos estudantes e, já permitindo fazer programação, só apareceu nos últimos anos de faculdade.

Sou do tempo em que os computadores “mainframes” de grande porte, ocupavam salas inteiras, e começaram a ser usados pelas empresas para processamento de dados…

Sou do tempo em que se comprava um Spectrum, um dos mais influentes microcomputadores europeus de 8 bits, durante a década de 80. Compravam-se mais baratos em Andorra smile ! Era última novidade na área das tecnologias e convidavam-se os amigos para experimentar e para jogar!

Sou do tempo em que, para escrever um texto num computador, demorava horas pois, cada letra maiúscula, mudança de linha, texto composto etc, se fazia com recurso a teclas ou combinação de teclas para cada situação específica…

Sou do tempo em que, muitas vezes, por falha de energia ou outro motivo, não tendo feito a gravação do trabalho, se perdia tudo e se tinha de começar de novo …

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Sou do tempo em que, no ambiente de trabalho, se sentia resistência à introdução das tecnologias, uma resistência à mudança que em todas as sociedades existe e é exercida pelos que já dominam a forma de execução “normal” das tarefas.

Veja, mais em baixo, a história do Velho do Restelo. As suas razões e as dúvidas que levanta podem ter paralelo com a incerteza e consequências que uma evolução impensada da tecnologia, pode trazer para a vida humana.

Sou do tempo em que surgem os primeiros telemóveis, muito grandes e pesados, tinham um dispositivo de transmissão e de receção que ocupava muito espaço pelo que, os telemóveis eram utilizados fundamentalmente em carros. Depois aparecem os telemóveis de bolso, os computadores de secretária, os portáteis …. e toda a tecnologia que nos permite otimizar as tarefas diárias quer profissionais quer pessoais, que nos ajudam na prevenção e tratamento de doenças, que nos facilitam a mobilidade, que nos mantêm informados e contactáveis a todo o instante …

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Nós humanos, somos uma espécie de hábitos e, toda a facilidade introduzida pela tecnologia entrou nos nossos hábitos diários, de tal forma que, olhando para trás, me faz questionar:

“Sou do tempo em que não existia a Internet nem qualquer outra tecnologia tal como a conhecemos nos dias de hoje. Como era possível viver sem o acesso constante à informação, à comunicação instantânea a todas a facilidades introduzidas pela tecnologia?”

 

Na lista dos nos nossos desejos para 2018:  “Mais ciência e investigação ao serviço da saúde e qualidade de vida para todos nós”.

 

No decorrer deste ano, já constatámos a existência de projetos tecnológicos que nos fazem acreditar e continuar a desejar mais ciência e investigação ao serviço de todos nós!

Leia e reflita sobre as razões de: Velho do Restelo

No dia da liberdade, respondi à chamada e fui… melhor, fomos..

No dia da liberdade, visitámos um dos testemunhos “vivos” da expansão portuguesa, o Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril

No dia da liberdade, respondemos à chamada, até porque “tudo começa nas pessoas” e partimos até um dos testemunhos “vivos” da expansão portuguesa o Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril. Este monumento, acabado de renovar, está classificado como de interesse público. Há que preservar a nossa história, incluindo o património edificado.  

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Inesperadamente, naquele dia 25 de abril de 2018, o convite do Presidente da Câmara Municipal de Cascais, chegou – e bem a tempo de o aceitar. E lá fui eu mais a minha cara-metade, no dia da liberdade visitar aquele Forte, que imaginem há mais de década e meia por ali passávamos todos os dias, naquela marginal, ora correndo, ora caminhando, ora de carro e não fazíamos ideia do que estava por detrás daquela vegetação tão densa e cerrada que nada mostra do que está para lá dela. 

Deveras curiosos, respondemos à chamada, até porque “tudo começa nas pessoas” e partimos até um dos testemunhos “vivos” da expansão portuguesa, o Forte de Santo António da Barra, em S. João do Estoril, para uma inauguração com pompa e circunstância – abre portas ao público para as comemorações do 25 de abril, com uma exposição sobre a sua história ao longo dos séculos.

Construído para fortificar a barra do Tejo contra eventuais ataques, passou por diversas alterações para ser adaptado a Posto Fiscal, posteriormente a campo de Férias do Instituto Feminino de Educação e Trabalho de Odivelas e, mais tarde, tornou-se residência de verão de Oliveira Salazar. Entretanto encerrado, abandonado e sujeito aos mais variados atos de vandalismo, o processo de degradação instalou-se.

É, neste momento, um forte renovado após pouco mais de um mês fruto do trabalho da Câmara Municipal de Cascais, que detém até 2019 a responsabilidade de garantir a segurança e limpeza deste espaço, monumento classificado como de interesse público. Congratulamo-nos com este facto! Há que preservar a nossa história, incluindo o património edificado.  

Ficam aqui algumas imagens atuais, resultado da nossa visita ao recuperado Forte. E ainda algumas alusivas ao Dia da Liberdade.

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Para mais informações pode consultar os seguintes links:

https://cultura.cascais.pt/list/patrimonio/forte-de-santo-antonio-da-barra-ou-forte-velho

https://www.cascais.pt/noticia/25-de-abril-em-cascais-visita-ao-forte-de-santo-antonio-da-barra

Cinco pianos, cinco dias nos cinco cantos de Lisboa, a duas ou a 4 mãos!

“Liberdade para tocar”. Cinco pianos no Terreiro do Paço, hoje dia 24 de abril. Programa integrado nos festejos da revolução de abril.

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A inovação acontece mesmo aqui na cidade de Lisboa, em plena Praça do Comércio, um sítio aprazível onde se convive nas muitas esplanadas aí existentes, muitos turistas, muitos veraneantes à beira rio, muitos namorados, muitas crianças correndo e brincando, muitas gaivotas e pombos, muitos cantares e sons, muitos cruzeiros, muitos tuk tuks, … tudo muito … e agora também cinco pianos.

A arte no seu melhor, disponível para quem quer experimentar e tem a sensibilidade desperta no seu coração e nas suas mãos, tem o fascínio da música consigo e quer fascinar e prender quem passa com melodias, umas lindíssimas, outras nem tanto, mas que importa as interpretações ficam para cada um … os artistas também trabalham para se escutarem!

O som até pode não ser fantástico mas e se a interpretação for?! Não valerá a pena deixar a pressa passar, ficar por ali um bocadinho e agarrar esta oportunidade que nos é oferecida?! A música tempera a vida e evita a canseira do corre-corre, pare e escute, pode valer a pena.

Qualquer pessoa pode sentar-se e improvisar – já se imaginou passar por ali e ouvir um Chopin? Não se atrase, é só hoje, dia 24 de abril. Celebra-se desta forma o aniversário da revolução de abril.